sexta-feira, 30 de março de 2012

ULTIMAS DO PAULISTÃO‏


Neymar comanda show, faz três e supera marca de Robinho pelo Santos

 
Com uma grande atuação do atacante Neymar, o Santos chegou a mais uma vitória no Campeonato Paulista. A Joia marcou três vezes na goleada de 5 a 0 sobre o Guaratinguetá, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, e ultrapassou o ídolo Robinho no ranking de artilheiros do clube na Era pós-Pelé. Com os gols anotados nesta noite, Neymar chegou a 95 tentos com a camisa 11 do Peixe, atrás somente de Serginho Chulapa e João Paulo (ambos com 104 gols) e Juary (101).
A goleada manteve os santistas no quarto lugar do Paulistão, agora com 33 pontos ganhos. O Guará segue em situação delicada no torneio, na 18° posição, com somente 11 pontos conquistados.
O Alvinegro Praiano volta a campo pelo Estadual contra a Portuguesa, no próximo domingo, a partir das 16 horas (horário de Brasília), no Canindé. Suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o lateral Fucile, o zagueiro Durval e o volante Ibson não encaram a Lusa. Já o Guaratinguetá recebe a Ponte Preta, també no domingo, só que às 18h30, no Estádio Dario Leite.
O jogo - Sem pressionar muito, o Santos logo abriu o placar nos primeiros minutos da partida. Aos três, o volante Jeovanio errou a saída de bola e tocou de presente para Neymar. O atacante do Peixe se livrou de um marcador e, frente a frente com o goleiro Jaílson, concluiu com tranquilidade, para o fundo das redes: 1 a 0 para os santistas.
Em desvantagem, o Guaratinguetá partiu para o ataque e quase chegou ao empate, com 16. O meia Rick bateu falta pela direita, Durval desviou e a bola passou com perigo, rente a trave do goleiro Rafael.
Após o susto, o time alvinegro retomou as rédeas do duelo e quase ampliou com Juan, aos 22. Em lance confuso, Neymar tabelou com Borges, mas foi travado na hora do chute, com a bola sobrando para o arremate fraco do lateral esquerdo.
No entanto, pouco depois, os donos da casa ampliaram o marcador. Aos 25, em jogada que começou com Neymar gingando para cima de Pimenta, Juan recebeu o passe da Joia e cruzou na cabeça de Borges que, com precisão, não deu chances de defesa para Jaílson, anotando o segundo gol do Santos no jogo.
Com o segundo gol do Peixe, o Guaratinguetá ficou entregue em campo e, sem poder de reação, viu a equipe santista marcar mais duas vezes antes do intervalo. Aos 35, depois de um rebote de escanteio, a bola sobrou para Ibson tocar de calcanhar para Juan, com uma bomba, estufar as redes do adversário.
Na sequência, Neymar tocou para Ibson que, no momento da finalização, foi derrubado por Gercimar. Pênalti marcado e o volante do Guará foi expulso pela arbitragem. Na cobrança, aos 42, o camisa 11 alvinegro anotou o seu segundo tento no confronto, marcando 4 a 0 para o Santos.
No retorno para a etapa complementar, a grande vantagem no placar fez com que o Peixe diminuísse o ritmo. Já os visitantes, que voltaram com Mateus Borelli no lugar de Nenê, a intenção era se defender para evitar uma goleada ainda maior na Vila.
A primeira chance de gol do segundo tempo só foi acontecer aos 16, quando Neymar recebeu livre pela esquerda, soltando a bomba para defesa de Jaílson.
Já com Elano no time, que entrou na vaga de Arouca, os santistas tiveram mais uma boa oportunidade para chegar ao quinto gol. Aos 20, o próprio Elano lançou Neymar, que dominou, limpou o zagueiro e tocou para Borges. O centroavante levou a bola para a perna esquerda e bateu forte, exigindo uma grande defesa de Jaílson.
Demonstrando vontade, Elano participou de mais um bom lance, aos 23. Com liberdade, o meia desceu em velocidade pela direita e mandou a bola na trave do Guaratinguetá, assustando o goleiro Jaílson.
Mais tarde, Felipe Anderson substituiu Ibson e Maranhão entrou no lugar do uruguaio Fucile no Santos, enquanto Pimenta foi trocado por Marcinho.
No final da partida, Neymar ainda recebeu pênalti de Mateus Borelli. A própria Joia bateu o pênalti, aos 42, deslocando o goleiro Jaílson, anotando o quinto tento santista e chegando a mais uma marca histórica com a camisa do Peixe: 95 gols e o quarto lugar dentre os artilheiros do clube após a Era Pelé.

Exame detecta lesão leve e Valdívia desfalca o Palmeiras por 30 dias

 
Devido a uma lesão leve no músculo posterior da coxa esquerda, o meia Valdívia deve desfalcar o Palmeiras por cerca de 30 dias. O chileno passou por exame de ressonância magnética na tarde desta quinta-feira, que detectou a lesão, e em seguida iniciou os trabalhos de fisioterapia com os profissionais do clube, na Academia de Futebol.
Durante o segundo tempo da vitória do Palmeiras, por 1 a 0, sobre o Paulista de Jundiaí, na última quarta-feira, Valdívia queixou-se ao técnico Luiz Felipe Scolari de dores na coxa esquerda e foi substituído pelo atacante Ricardo Bueno.
No entanto, caberá ao meia Daniel Carvalho substituir o chileno na equipe titular nas próximas partidas, conforme aconteceu durante a primeira contusão do jogador no início da temporada. Em fevereiro, durante a partida com o Santos, o camisa 10 sofreu uma contratura na coxa esquerda, que o deixou longe dos gramados por seis semanas.


Fernandinho sai do banco para dar triunfo e confirmar Tricolor em 1º

 
Os menos de 5 mil torcedores do São Paulo presentes na Arena Barueri na noite desta quinta-feira não viram nenhum espetáculo. Mas celebraram, ao menos, uma sequência de oito vitórias que não ocorre desde fevereiro de 2004. Graças a Fernandinho, que saiu do banco para participar dos dois gols do 2 a 0 sobre o Catanduvense que mantém o time na liderança do Campeonato Paulista.
Festa mesmo o torcedor do Tricolor pôde fazer mais antes da partida e no intervalo, quando o telão do estádio exibia cenas do filme que celebra os 100 gols de Rogério Ceni – o centésimo, ocorreu há um ano, exatamente em Barueri, diante do Corinthians.
Desde então, o time não fez mais gols de falta. E o goleiro segue fora por contusão, assim como o também ídolo Luis Fabiano. O que sobrou em campo foi um time que, mesmo diante de um rival que briga para não ser rebaixado, se prejudicou pelo excesso de individualismo no primeiro tempo.
Na volta do intervalo, Emerson Leão colocou Fernandinho. E foi o camisa 12, posicionado como um centroavante, aos 29 minutos do segundo tempo, que garantiu mais três pontos, mantendo o clube do Morumbi à frente de Corinthians e Palmeiras na tabela de classificação do Estadual. Nos acréscimos, o atacante ainda criou a jogada dogol contra de Cleber.
O São Paulo volta a entrar em campo no domingo, às 18h30, quando visita o Ituano. Já o Catanduvense, na luta para não disputar a Série A2 do Paulistão em 2013, atua no mesmo dia e horário em casa, diante do Guarani.
O jogo –Com a mesma escalação que venceu o Mirassol no domingo, só com a volta de Rodrigo Caio à lateral direita, o São Paulo entrou em campo ciente de que o Catanduvense, ansiando por deixar a Arena Barueri com um ponto, atuaria de maneira retrancada, prestigiando a defesa. Mas o Tricolor não soube se desvencilhar do previsível.
Por cerca de 20 minutos, os comandados de Emerson Leão descobriram a melhor maneira de chegar à área da equipe interiorana. Mesmo com um lateral esquerdo que não saiu da defesa, o Catanduvense não conseguia bloquear aquele lado. Estava tão acessível que o canhoto Cícero e até Bruno Cortez passaram por ali.
Com troca de passes para abrir espaço no paredão formado pelo técnico Roberval Davino, o São Paulo assustou mais em arremate de Willian José aos seis minutos. Porém, mesmo sem finalizar demais, dominava o adversário a ponto de dar a sensação que a goleada era questão de tempo. O problema era que estava fácil demais.
Lucas logo percebeu que conseguia vencer seus marcadores na velocidade e insistiu nas jogadas individuais. Acabou virando exemplo para toda a equipe: Casemiro desistiu de lançar para driblar, Jadson deixou de tocar de primeira, Cícero só recebia bolas mascadas, Cortez não avançava sem tentar uma finta...
A nova postura individualista, já criticada em outros jogos por Leão, era exatamente o que o Bruxo, apelido do Catanduvense, desejava. Com exceção de algumas arrancadas de Lucas que terminavam com alguém livre errando em sua área, o time do interior, que briga contra o rebaixamento, conseguiu conter o líder do Paulista no início da 16ª rodada.
Na volta do intervalo, Leão tentou forçar a velocidade pelos lados para abrir o ferrolho de Catanduva trocando o inútil Jadson por Fernandinho. Demoraram cerca de cinco minutos para o Tricolor perceber que tinha o camisa 12 como opção pela esquerda. Quando isso ocorreu, o duelo tornou-se um treino de ataque contra defesa.
A dificuldade, contudo, era escapar da dura marcação imposta pelos disciplinados atletas de Roberval Davino. As tentativas surgiam mais em cobranças de falta, mas nenhuma delas com eficiência para assustar, tanto em cruzamento quanto em chutes diretos.
A torcida presente, irritada, gostou de ver Casemiro sair para a entrada de Maicon, assim como a troca de Willian José por Osvaldo. O treinador criou mais alternativas pelas pontas e abriu mão da marcação no meio-campo. Mas foi a troca das peças que se tornou decisiva.
Aos 29 minutos do segundo tempo, Maicon cobrou escanteio – Jadson estava fora –, Rodrigo Caio desviou de cabeça na segunda trave e Fernandinho, posicionado como um centroavante – função de Willian José, então no banco –, livre na pequena área, escorou com o pé nas redes.
O Catanduvense, que mal pisava no ataque, já não podia mudar o resultado. E acabou punido mais uma vez por sua postura aos 48 minutos, quando Fernandinho arrancou pela esquerda e cruzou forte e rasteiro na pequena área. Lá estava Cleber, defensor do Bruxo que escorou com o pé contra as próprias redes.

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