quinta-feira, 12 de abril de 2012

COPA DO BRASIL: Paraná ignora falta de ritmo e arranca empate contra o Ceará‏


Paraná ignora falta de ritmo e arranca empate contra o Ceará

Fortaleza (CE)
   
Mesmo sem ritmo de jogo e ainda em formação, o Paraná Clube foi ao Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, e conseguiu em empate em 2 a 2 com o Ceará, pelo jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil. Com o resultado, o Tricolor e leva para a capital paranaense a vantagem do empate em até 1 a 1 para seguir na competição.
O Alvinegro começou na pressão total e, aos 11 minutos, Felipe Azevedo acertou um lindo chute, no ângulo, para abrir o placar. Nilson deixou tudo igual, aos 21 minutos, aproveitando cruzamento de Packer. No segundo tempo, Henrique Alemão aproveitou cochilo da zaga e, aos 14 minutos, deu passe para Luisinho marcar. Porém, Romário deixou tudo igual aos 33 minutos.
Quem se classificar no confronto, que tem seu jogo de volta marcado para a próxima quarta-feira, na Vila Capanema, em Curitiba, enfrentará o Palmeiras, que eliminou o Horizonte-CE já na primeira partida.
O jogo – O Vovô começou a partida pressionando e, logo aos dois minutos, Thiego teve duas oportunidades para abrir o placar e Luís Carlos operou um verdadeiro milagre. Lançamento em profundidade para Felipe Azevedo, aos seis minutos, e Henrique apareceu bem para desarmar. Aos oito minutos, Mota recebe passe açucarado e bateu de primeira, acertando a rede, mas pelo lado de fora.
A pressão deu resultado aos 11 minutos. Felipe Azevedo acertou um verdadeiro canhão de fora da área e marcou um belo gol para abrir o placar. O goleiro Luís Carlos tinha muito trabalho e, aos 14 minutos, pegou chute de Apodi. O Paraná não se encontrava em campo, mostrando certo nervosismo. Aos 18 minutos, Apodi apareceu na cara do gol e chutou para fora.
Porém, o Tricolor encontrou seu gol de empate, aos 21 minutos. Nilson aproveitou cruzamento de Packer na pequena área e desviou para estufar as redes. De muito longe, aos 26 minutos, Thiego mandou um petardo, pela linha de fundo. Depois do gol sofrido o Vovô perdeu força, e se limitava a chutar de fora da área, como aos 36 minutos, com Reina, sem direção. Aos 42 minutos, a bola ia em direção ao gol paranista e a zaga se recuperou para afastar.
Na segunda etapa, as equipes voltaram modificadas. Henrique Alemão apareceu pelo lado paranista e Rogerinho pelos donos da casa. Logo no primeiro minuto Mota apareceu com liberdade, e a arbitragem parou o lance marcando impedimento. Aos oito minutos, Felipe Azevedo partiu para a jogada individual para cima da defesa do Tricolor, mas o chute saiu sem direção.
O Ceará tinha o domínio das ações e pressionava. Aos 12 minutos, depois de confusão na área, Eusébio arrematou para fora. Porém, quem balançou as redes foi o Paraná. Aos 14 minutos, Luisinho aproveitou cochilo da zaga e apareceu para tocar pra o fundo das redes com categoria. Romário, em seu primeiro lance, aos 19 minutos, abriu espaço e bateu para fora.
Os treinadores mexeram nas equipes, buscando algo diferente nos minutos finais. Aos 25 minutos, outro chute de longe de Reina, pela linha de fundo. Até que, aos 33 minutos, Romário subiu no meio da defesa paranista e testou para o gol, deixando tudo igual. Polêmica aos 36 minutos, após uma entrada maldosa de Eusébio sobre o goleiro Luís Carlos. O árbitro nada fez. O Paraná se arrastou em campo nos últimos momentos, sentindo a falta de jogos, mas segurou o resultado.

Com nove gols em nove jogos, Luis Fabiano trocaria média por taça


 

O ano já teve duas lesões musculares que o deixaram de fora de 12 das 21 partidas realizadas pelo São Paulo na temporada. Mas, quando entrou em campo, Luis Fabiano fez o que sabe, pois são nove gols em nove jogos em 2012. Números que ainda não satisfazem o camisa 9 por um motivo: não significam nenhum título conquistado.
Após a vitória por 5 a 2 sobre o Bahia de Feira de Santana, que garantiu por antecipação a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, o centroavante soube ainda que, além de assumir a artilharia desta edição da competição nacional com seis gols, passou a ter 19 tentos em 15 partidas que disputou no torneio. Estatística que o assustou.
“Nossa! É uma média excelente. Mas trocaria tudo por um título”, falou, seco, o atacante que, nas passagens anteriores pelo Tricolor, conseguiu somente ser campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Por isso, até minimiza seus gols marcados neste ano contra São Caetano, Portuguesa, Independente de Tucuruí (quatro), Santos e Bahia de Feira de Santana (dois). 
Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Centroavante comemora um de seus dois gols na Bahia: meta é fazer festa ainda maior com faixa de campeão
“Minha função é estar ali e colocar a bola para dentro. Quando puder fazer gol e ajudar, vou fazer. O dia que não der para fazer, tentarei dar o meu melhor futebol, dar assistência e fazer o time ganhar. Esse é o meu objetivo. O mais importante é ver o grupo feliz, depois vemos quem é artilheiro. Não adianta nada fazer gol e perder”, apontou.
E o capitão na ausência de Rogério Ceni cumpriu suas palavras na Bahia, ao fazer um trabalho de pivô para Maicon balançar as redes. “O Leão pediu para eu entrar e sair na frente para concluir a gol. O Luis me deixou muito bem e pude fazer o gol”, comemorou o meia.
A noite só não foi perfeita porque Luis Fabiano perdeu chance clara. Quando a partida estava 4 a 2, pouco depois de o time baiano fazer seu segundo gol, o camisa 9 recebeu de Maicon dentro da área, sem goleiro, e bateu de primeira para fora. Jogada que fez o artilheiro se envergonhar.
“O campo não ajudou muito, mas não tem desculpa. Não me lembro de ter perdido um gol dessa forma, foi muito feio. Eu deveria ter dominado a bola, chutado com mais precisão, inventado alguma coisa. Não tem perdão”, sorriu, ressaltando, contudo, a necessidade de a equipe ampliar a boa fase até levantar uma taça.
“Temos que manter este futebol até as finais para alegria do torcedor, que está esperando [por um título] há três anos”, afirmou, em referência ao jejum de títulos que o São Paulo mantém desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 2008.

Coritiba comemora evolução do rendimento da equipe na Copa do Brasil


 

O Coritiba continua firme em seu sonho de conseguir a vaga para Libertadores da América, que escapou em duas oportunidades na última temporada. A vitória por 3 a 0 sobre o ASA de Arapiraca garantiu a passagem para a terceira fase da Copa do Brasil e mostrou um time em evolução. O goleiro Vanderlei acredita que o Alviverde teve domínio total e soube construir o resultado.
“A equipe jogou bem, teve varias chances de fazer gols e fizemos. Não demos espaço para a equipe do ASA, fomos compactos”, disse o camisa 1, que, com pés no chão, aguarda por Paysandu ou Sport Recife para conhecer o próximo rival pelo caminho. “Agora, o adversário que vier será dificil e teremos que estar preparados”, avaliou.
Aniversariante da noite, o meia Tcheco, que vai deixar os gramados, contou que não seria ele a bater do pênalti que originou o primeiro gol, mas estava confiante. “É uma emoção dificil de descrever. Anunciei que vou parar e realmente vou parar. Na hora do pênalti, como já havia errado dois aqui (no Alto da Glória), vi que surgiu uma dúvida entre os batedores, e bati. Assumi a responsabilidade em um momento que estava muito confiante e tranquilo”, contou.
Um dos destaques da partida, o meia Rafinha acredita que o time está se encontrando, mas tem que se preparar forte para a próxima fase, independentemente do adversário. “O time deu uma encaixada e o torcedor pode ir para casa descansar tranquilo. Agora não tenho preferência pelo adversário. Temos que classificar. Vamos esperar, nos preparar e trabalhar em cima do próximo”, concluiu.

Coxa reverte vantagem em casa e elimina o ASA-AL


 

O Coritiba se recuperou da derrota por 1 a 0 no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil 2012 diante do ASA de Arapiraca, e eliminou os alagoanos com um 3 a 0 no Estádio Couto Pereira. Desta vez o Coxa não deu nenhum susto no torcedor e, após conseguir abrir o placar, administrou com certa tranquilidade.
Depois de passa por algumas dificuldades, sem conseguir entrar na defesa adversária, o Coxa abiu o placar aos 38 minutos, em cobrança de pênalti convertida por Tcheco. Anderson Aquino ampliou, aos 46 minutos. Depois do intervalo, aos 26 minutos, Everton Ribeiro tabelou com Anderson Aquino e bateu forte, no cantinho, para fazer o terceiro.
Na próxima fase, o Coritiba vai encarar o vencedor do duelo entre Sport Recife-PE e Paysandu. Antes, volta suas atenções para o Campeonato Paranaense, onde briga pelo título do segundo turno.
O jogo –  Mesmo jogando fora de casa, o ASA teve a primeira oportunidade da partida, logo no primeiro minuto, com um desvio de cabeça de Lúcio Maranhão dentro da área, pela linha de fundo, com perigo. Aos quatro minutos, Lincoln fez o lançamento em profundidade para Anderson Aquino, que foi dominado pela defesa alagoana. O Alviverde tinha dificuldades e não conseguia chutar a gol.
O time arapiraquense chegou novamente bem aos 10 minutos, com Lúcio Maranhão, que mandou um petardo para defesa de Vanderlei. Contando com a bola parada de Tcheco, o Coritiba finalmente agrediu aos 12 minutos, com uma cabeça de Roberto para fora. Aos 15 minutos foi a vez de Roberto fazer o cruzamento, Rafinha ajeitar e Eltinho chutar errado, em cima da zaga.
O volante William voltou a acusar uma lesão e teve que deixar o Coxa para entrada de Gil. Aos 29 minutos, Lúcio Maranhão cobrou falta na entrada da área e Vanderlei agarrou. O time da casa devolveu com um chute na trave em cobrança de falta de Eltinho. Até que, aos 36 minutos, Roberto invadiu a área e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança, Tcheco, aniversariante do dia e em contagem regressiva para se aposentar, balançou as redes. Anderson Aquino ampliou, aos 46 minutos, aproveitando passe de Roberto.
Na segunda etapa, as equipes voltaram a campo sem mudanças. Com vantagem no placar, o Alviverde mostrava que queria administrar e, se possível, ampliara contagem. Aos sete minutos, Rafinha fez jogada individual, tocou para trás e ninguém com a camisa alviverde apareceu para completar. Bom lançamento para Rafinha, aos 11 minutos, e Edson apareceu para afastar. A partida ficou mais truncada, sem grandes chances.
Os treinadores queimaram suas alterações, dando um novo ritmo à partida. Quem aproveitou melhor foi o Coxa. Aos 26 minutos, Everton Ribeiro tabelou com Anderson Aquino e bateu forte, no cantinho, para fazer o terceiro. Rafinha infernizava a zaga alagoana e, aos 28 minutos, fez novo cruzamento que ninguém conseguiu desviar.
Já no desespero, Tiago Gaúcho tentou descontar para o ASA, com um chute de muito longe, completamente sem direção. Minutos depois, o jogador arapiraquense foi expulso após deixar o braço no rosto de Éverton Ribeiro. Aos 42 minutos, sem goleiro, Anderson Aquino testou para fora, perdendo um gol feito para confirmar a goleada.

Mancini confirma Roger e estuda outras mudanças no Cruzeiro


 

O time do Cruzeiro terá mudanças para o jogo contra o Uberaba, no próximo domingo, na Arena do Jacaré. Isso porque o técnico Vágner Mancini quer fazer alguns testes na equipe, principalmente nas laterais. Contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, Marcos ficou na reserva, mas deverá atuar contra o Zebu, com Diego Renan sendo poupado na ala esquerda, dando lugar para Everton.
“O Everton é um cara seguro, dá muita opção à frente, tem força física e chuta bem de fora da área. Acho que temos mais uma opção. Não está definido. Possivelmente, a gente até segure o Diego Renan nesse jogo de domingo, aí eu utilizaria Marcos e Everton”, afirmou.
Outra mudança já confirmada no time cruzeirense é a ausência do armador argentino Montillo, que recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico contra o Atlético-MG e terá que cumprir suspensão automática. No lugar de Montillo, Vágner Mancini já adiantou que entra Roger, mas outras mudanças ainda podem acontecer na equipe.
“O Roger entra no lugar do Montillo. Mas temos outros atletas bem desgastados, daqui até o jogo a gente vai dar uma boa pensada. Não podemos levar ninguém ao risco de uma lesão. Domingo, talvez, a gente tenha de modificar um pouco a equipe, já que temos decisão na quarta e, no outro domingo, é semifinal. Em cima disso, vamos pensar. A estrutura do clube tem de ser usada nestes momentos”, disse.

Mancini lamenta empate do Cruzeiro no campo pesado de Chapecó


 

  
O técnico Vágner Mancini não escondeu que queria ter eliminado o jogo de volta contra a Chapecoense pela Copa do Brasil para evitar o desgaste de seus jogadores. Segundo ele, o empate por 1 a 1 foi ruim, porque o time cruzeirense vai entrar na reta final do Campeonato Mineiro, e a classificação direta seria importante para a equipe, que terá que atuar no meio da próxima semana, no partida de volta.
“O nosso objetivo era que a gente matasse a fase aqui. Porque daqui uns dias a gente vai jogar, no domingo. Vamos ter que jogar novamente na quarta. Jogaremos de novo no final de semana. E o fato de você jogar num campo desses, com chuva, faz com que haja muito desgaste. Então, nossa intenção, baseada não somente em liquidar a segunda fase, mas fazer com que esse time descansasse um pouco, para entrar numa sequência de jogosdecisivos”, disse.
Assim como os jogadores, Vágner Mancini que já havia reclamado da condição do gramado da Arena Condá, voltou a comentar que o futebol do Cruzeiro foi prejudicado. O treinador argumentou que a qualidade técnica do jogo não foi a ideal, e que o time celeste poderia ter atuado melhor em condições adequadas.
“De uma forma muito direta, isso aí acabou fazendo que o jogo fosse muito disputado em bolas altas, no corpo a corpo. O campo não tinha a mínima chance de a gente jogar com a nossa técnica, normalmente a gente teria mais para apresentar. Mas os atletas lutaram, desde o início do jogo. E a gente que sabe como é jogar num campo desses tem que exaltar isso daí. Era uma dificuldade que a gente sabia que íamos enfrentar”, analisou.
Por fim, o treinador cruzeirense afirmou que a Chapecoense foi beneficiada com o excesso de jogadas áreas, característica do time catarinense, que teve os méritos reconhecidos por Vágner Mancini. “A Chapecoense é um bom time, é a atual campeã do estado, com atletas altos. E soube usar aquilo que é o seu ponto forte, as bolas altas”, declarou.


Jogadores do Cruzeiro reclamam de gramado e lamentam empate


 

   
O Cruzeiro não conseguiu fazer uma grande exibição nesta quarta-feira, contra a Chapecoense, mas na avaliação do volante Leandro Guerreiro, o gol marcado na casa do adversário, no empate por 1 a 1, foi importante para a equipe celeste. O jogador revelou que o objetivo era eliminar o jogo de volta, e lamentou o estado do gramado, da Arena Condá, que segundo ele, prejudicou a Raposa.
“A gente queria matar o jogo de volta, mas não deu. A gente esforçou muito, mas não deu, até pelo estado do gramado, muito ruim. Mas a gente sabe que tem que encarar e passar por cima de tudo. Apesar do resultado, a gente saiu perdendo, empatou o jogo e o gol fora de casa vale muito. Agora é dar sequência. A gente leva uma pequena vantagem pelo gol fora de casa”, declarou.
O atacante Wellington Paulista também reclamou bastante do estado do gramado, que para o jogado, prejudicou muito o Cruzeiro. O atleta alegou que o domínio da bola foi difícil e, por estes fatores, o avante considerou que o empate não foi tão ruim assim para o time celeste. A equipe decidirá a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, na Arena do Jacaré, na próxima semana.
“Um campo horrível. Para ser sincero, não tem condições de jogar futebol em um campo destes, mas sabíamos que seria assim. Viemos para cá para tentar vencer o jogo e conseguimos um empate. A bola estava quicando bastante, difícil dominar a bola, e ainda bem que não saímos derrotados”, concluiu o centroavante.

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