Guarani vence por 3 a 1 em Campinas e toma quarto lugar do Palmeiras
O Guarani aproveitou o mando de campo e contou com uma boa atuação do goleiro reserva Juliano para vencer o Palmeiras por 3 a 1 na tarde deste domingo, no Estádio Brinco de Ouro. Os gols da partida foram marcados por Neto, Fumagalli e Bruno Mendes, para os donos da casa, e Barcos, para os visitantes.
Esta foi a segunda vez neste Campeonato Paulista que a defesa do Palmeiras levou três gols em uma única partida. O outro jogo em que isso havia ocorrido foi o clássico contra o São Paulo, disputado na décima rodada, que terminou empatado por 3 a 3.
Na última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista, no próximo domingo, o Palmeiras vai enfrentar o Comercial no estádio do Pacaembu, enquanto que o Guarani vai enfrentar o Botafogo-SP no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.
O jogo – O Guarani começou a partida pressionando o Palmeiras e viu o adversário perder o meia Wesley, que se lesionou e foi substituído por Maikon Leite logo aos dez minutos. Pouco depois, o Bugre abriu o placar com o zagueiro Neto, que aproveitou rebote de Deola em cabeçada de Bruno Mendes e só teve o trabalho de concluir para as redes.
Depois de ser efetivo no ataque, o defensor bugrino foi infeliz em jogada na área do Guarani e acabou fazendo um pênalti em Daniel Carvalho alguns minutos depois de seu tento. Na cobrança, Barcos deslocou o goleiro Juliano e igualou o marcador no Brinco de Ouro.
A partida seguiu movimentada nos minutos seguintes e o Guarani acertou a trave adversária em cabeçada de Bruno Mendes, que aproveitou cobrança de falta de Fumagalli. Em seguida a bola sobrou para Fabinho, que foi derrubado por Gerley dentro da área e cometeu o segundo pênalti da partida, que foi convertido pelo experiente Fumagalli.
Em desvantagem no placar, o Palmeiras foi para cima do time da casa em busca do gol de empate e teve duas boas chances para marcar. Na primeira delas, Gerley cruzou rasteiro da esquerda, a bola passou pelo goleiro bugrino e Maikon Leite finalizou para fora. Pouco depois, Barcos aproveitou escanteio cobrado por Marcos Assunção e cabeceou firme no centro do gol, mas Juliano evitou o tento do atacante com uma grande defesa.
O primeiro tempo seguiu movimentado até o final e o Guarani só não marcou o terceiro gol devido ao bom desempenho do goleiro Deola, que fez duas defesas seguidas em finalizações de Fabinho e Fumagalli. Na sequência foi a vez de Juliano trabalhar bem em chute à queima roupa de Barcos.
Na volta para a etapa final o Palmeiras obrigou o goleiro do Guarani a trabalhar mais uma vez em cabeçada de Daniel Carvalho, mas a arbitragem já assinalava o impedimento do armador no lance. Alguns minutos depois, porém, foi o Bugre que marcou mais um gol. Em jogada pela esquerda, Fabinho recebeu passe de Danilo Sacramento e cruzou na medida para que Bruno Mendes escorasse para o fundo das redes.
A situação do Palmeiras ficou ainda pior quando o lateral direito Cicinho deu um carrinho em cima de Fabinho e foi expulso de forma direta pelo árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.
Mesmo com a vantagem numérica, o Guarani se contentou com o bom resultado e quase não foi ao ataque no restante da partida. Por sua vez, o Palmeiras não foi eficiente em suas jogadas ofensivas, principalmente nas cobranças de falta de Marcos Assunção, e acabou amargando a segunda derrota consecutiva no Campeonato Paulista.
Corinthians bate Paulista com gol de Willian e ainda sonha com ponta
Água mole, pedra dura. O Corinthians derrotou o Paulista por 1 a 0, na tarde deste domingo, depois de muita insistência para furar a meta do goleiro Vagner. Em um jogo nem um pouco empolgante, válido pela penúltima rodada do Campeonato Estadual, o único gol foi anotado pelo atacante Willian, curiosamente no momento em que começou a garoar no Pacaembu. O resultado reaproxima o time alvinegro do líder São Paulo: os dois times somam 43 pontos, mas o rival leva vantagem no saldo de gols.
Djalma Vassão/Gazeta Press
O jogo não tinha praticamente efeito nenhum para a classificação do Corinthians. Não definiria sua colocação final – apesar de poder deixá-lo novamente encostado ao São Paulo – nem seu adversário no mata-mata. Mas servia para dar ritmo ao time, que teve folga de uma semana e vê como principal objetivo no momento a classificação às oitavas de final da Copa Libertadores, que pode ser definida na partida de quarta-feira, contra o Nacional (Paraguai), em Ciudad del Este.
De volta ao time titular, Willian foi o autor do único gol da vitória sobre o Paulista, na tarde deste domingo
Mesmo assim, Tite exigiu o máximo de sua equipe. Com o que tinha de melhor à disposição – sem contar com o zagueiro Chicão (suspenso pelo terceiro cartão amarelo) e alguns jogadores em recuperação (como o meia Alex e os atacantes Jorge Henrique e Emerson) –, o treinador reclamou da falta de dedicação do elenco em uma atividade com bola durante a semana e lembrou que todo compromisso tem sua importância.
“Tem que ter desempenho, jogar sob pressão. Nossa busca é o primeiro lugar, que ainda está em aberto, mesmo com a vantagem do São Paulo. E também há chance de Santos e Palmeiras nos ultrapassarem”, disse neste domingo o comandante corintiano, antes do apito inicial, já no banco.
Foi nesse espírito que os jogadores subiram a campo nesta tarde de Páscoa. Ao menos no começo do primeiro tempo. Os donos da casa adiantaram a marcação e tiveram uma oportunidade de balançar a rede rapidamente. Com três minutos, Willian fintou a marcação na entrada da área e saiu na cara do goleiro Vagner. O gol parecia certo, mas o chute do atacante foi desviado pelo zagueiro Diego Ivo, que se atirou no chão para impedir a abertura do placar.
O domínio corintiano – com Willian aberto pela esquerda e Ramírez pela direita, ajudado por algumas subidas de Edenílson – prosseguiu por mais alguns minutos. Só que, após a blitz inicial, o Paulista passou a se aventurar mais no campo de ataque. O atacante Richely se infiltrou bem pelo lado esquerdo da defesa e duas vezes quase marcou. Na primeira, bateu cruzado e rasteiro, mas sem força. Na segunda, acertou chute à queima-roupa em Julio Cesar.
Ainda houve uma boa tentativa de cada lado, igualmente sem sucesso. Pelo Corinthians, o lateral esquerdo Fábio Santos cobrou falta frontal rente à trave direita. Pelo Paulista, o lateral direito Samuel Xavier chegou bem pela meia, clareou a jogada e chutou próximo à trave esquerda.
A intensidade perdida na metade da primeira etapa foi retomada na volta do intervalo. Um dos mais ligados do Corinthians em campo, Willian por pouco, e por causa de Vagner também, não inaugurou o marcador aos cinco minutos. Ele bateu falta colocada da intermediária e fez o goleiro adversário se esticar para tirar a bola para escanteio.
Pressionado, o Paulista precisou parar o Corinthians com faltas, e o árbitro deu cartão a Diego Ivo e Bruno Formigoni. Já o corintiano Liedson, que também queria ser advertido para chegar zerado à próxima fase, não conseguiu. Substituído por Elton, ele até demorou a deixar do gramado, talvez na tentativa de levar amarelo, mas vai para a última rodada da primeira fase ainda pendurado – o único que conseguiu zerar os cartões foi o atacante Willian, com uma falta dura no início do jogo.
Foi Willian também o único a balançar a rede neste domingo. Depois de tanto insistir, o Corinthians chegou ao gol aos 34 minutos com o camisa 7, que aproveitou cruzamento de Fábio Santos e vazou Vagner com um forte cabeceio. A abertura do placar coincidiu com o começo da chuva, que afastou alguns dos 13.006 pagantes. Mas eles não perdem muita coisa: os visitantes foram para o ataque na base do sufoco, mas a equipe alvinegra se segurou e garantiu o resultado positivo.
São Caetano vira no segundo tempo e bate o Santos no Anacleto
Em uma jornada pouco inspirada, o Santos conheceu a sua quarta derrota na atual edição do Campeonato Paulista. Os santistas abriram o placar com Neymar, porém, viram o São Caetano virar o confronto. Com os gols de Geovane e Marcelo Costa, o time do ABC venceu o duelo, por 2 a 1, na noite deste domingo, no Anacleto Campanella.
Na próxima rodada, a última do Estadual, o Alvinegro Praiano recebe o Catanduvense, no próximo domingo, às 16 horas (horário de Brasília), na Vila Belmiro. No mesmo dia e horário, o São Caetano visita o Guaratinguetá, no Dário Rodrigues Leite.
O jogo – O Santos começou a partida no ataque e, logo no primeiro minuto, quase balançou as redes dos donos da casa. Neymar fez boa jogada e soltou a bomba, mas a bola bateu na rede, pelo lado de fora.
Após essa primeira chance, o Peixe teve domínio territorial do jogo, porém, pouco ameaçava o gol de Luiz. Se aproveitando disso, o São Caetano respondeu e, em duas oportunidades, levou perigo aos santistas. Na primeira, aos 22, Rafael espalmou chute forte de Geovane, de fora da área. Na segunda, aos 27, Augusto Recife recebeu de Anselmo e disparou um arremate cruzado, por cima do gol.
Mas quando o Azulão tentava se impor, o time alvinegro respondeu em grande estilo e chegou ao gol. Aos 30, Paulo Henrique Ganso deixou Neymar na cara do gol para, com tranquilidade, vencer Luiz e estufar as redes do São Caetano: 1 a 0 para o Santos.
Antes do intervalo, o Peixe ainda teve uma chance para ampliar a sua vantagem no placar. Ganso encontrou Neymar com mais uma bela assistência e o camisa 11 santista, depois de se livrar dos marcadores, acertou o travessão da equipe do ABC Paulista.
Na volta para o segundo tempo, os dois times sofreram alterações. Alan Kardec entrou no lugar de Borges, no Alvinegro Praiano, enquanto Aílton substituiu Kleber, no Azulão.
Com uma melhor produção no início da etapa complementar, o São Caetano logo chegou ao empate. Aos 12, Moradei driblou dois adversários e cruzou na medida, para a cabeçada de Geovane, que deixou tudo igual no placar.
O empate motivou mais uma troca no Santos, com o técnico Muricy Ramalho sacando o lateral direito uruguaio Fucile para a entrada do meia Elano. Pouco antes, aos 18, Juan quase marcou o segundo gol santista, mas a bola passou rente a trave esquerda de Luiz.
Só que o Azulão não desperdiçou a chance que teve e chegou a virada, aos 21. Geovane fez boa jogada individual e tocou para Aílton, que dividiu com Rafael, com a bola sobrando para a finalização de Marcelo Costa para o fundo do gol: 2 a 1.
Irritado com o gol do oponente, Muricy queimou a sua última troca no Peixe. Aos 23, o treinador colocou a sua equipe ainda mais no ataque, substituindo o volante Ibson pelo atacante colombiano Renteria.
Na pressão, os santistas quase chegaram ao empate. Em lance polêmico, aos 30, Ganso aproveitou o rebote de um chute de Elano, que explodiu no travessão, e empurrou a bola para as redes. No entanto, a arbitragem anulou a jogada alegando impedimento.
Pouco depois, aos 36, Ganso teve mais uma boa oportunidade para empatar, ao receber passe de Renteria, na entrada da área. O camisa 10 bateu colocado, buscando o canto direito de Luiz, mas a bola passou ao lado do gol do time do ABC.
Nos minutos finais, o Alvinegro Praiano tentou o gol de empate, mas o São Caetano soube suportar a pressão até o apito final do árbitro.
João Filipe volta após 13 jogos e joga simples para não irritar Leão
Com Edson Silva no departamento médico, Luiz Eduardo na Seleção Sub-20 e Paulo Miranda contundido logo aos 14 minutos de jogo, Emerson Leão foi obrigado a promover o retorno de João Filipe contra o Mogi Mirim. O camisa 21, que estava encostado havia 13 jogos, fez o simples para convencer o chefe a aproveitá-lo mais vezes.
Djalma Vassão/Gazeta Press
Com a grande lista de desfalques no setor defensivo, é provável que João Filipe seja titular pelo menos contra o Bahia de Feira, quarta, pela Copa do Brasil. É a oportunidade de recuperar o prestígio com a torcida e com o treinador.
Com João Filipe disposto a não inventar, Emerson Leão precisou rugir menos contra o Mogi Mirim
Contratado do Botafogo em agosto de 2011, o zagueiro foi do céu ao inferno em poucos meses. Com Adilson Batista no comando, teve uma série de atuações satisfatórias no Brasileirão e conseguiu convencer a diretoria a transformar um acordo por empréstimo até dezembro em um vínculo definitivo válido por cinco anos. Emerson Leão chegou e o manteve no time até o fim da temporada, mas nunca escondeu a insatisfação com as constantes arrancadas ao ataque.
João Filipe foi considerado um dos vilões da vexatória derrota de virada para o Bahia, jogo que acabou se tornando decisivo para que o Tricolor não conseguisse uma vaga na Libertadores-2012. Ele pediu para sair dizendo que estava cansado, foi orientado a ficar preso na defesa para suportar mais tempo e pouco depois gastou toda a energia que tinha ao subir em velocidade para o setor ofensivo.
Com as chegadas de Edson Silva e Paulo Miranda, o beque perdeu espaço e só teve chances de jogar improvisado na lateral direita, quando Piris se lesionou, mas foi expulso de forma infantil na derrota por 1 a 0 para o Corinthians (a única do time no ano), no dia 12 de fevereiro, e só voltou a ser escalado neste sábado, 7 de abril.
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