quinta-feira, 12 de abril de 2012

LIBERTADORES: FLUMINENSE PERDE EM CASA


Após perder pênalti, Rafael Moura ganha apoio e pode jogar domingo

Fred deixou o campo no segundo tempo do duelo contra o Boca Juniors, nesta quarta-feira, com dores no músculoadutor da coxa direita. Ele será reavaliado nesta quinta e, caso não possa enfrentar o Olaria, domingo, dará lugar a Rafael Moura, a quem o técnico Abel Braga tenta dar força após o pênalti perdido diante dos argentinos.
"O Rafael entrou e tentou de tudo, queria fazer o seu melhor, como o Fred também queria. Não vamos jogar toda a responsabilidade em cima dele por causa do pênalti perdido, ainda mais porque o jogo já estava 2 a 0. Se fizéssemos 2 a 1, não significa que conseguiríamos empatar. Claro que daria um gás diferente, mas não tem caça às bruxas. É absolutamente normal, o jogador não queria perder o pênalti, queria fazer", defendeu o comandante, que até assumiu a culpa pelo revés.
"O Moura precisa de um apoio do técnico, dos colegas. Não vou jogar a responsabilidade nele. O Fluminense perdeu como um todo e a responsabilidade pela derrota é sempre minha", disse.
O atacante, pelo menos no discurso, não se mostrou abalado com a defesa do goleiro Orión em sua batida. "Se eu tenho que me desculpar com alguém, peço desculpas. Mas tenho personalidade, não me escondi. Não fui feliz hoje (quarta), infelizmente errei, mas tenho certeza que Deus tem alguma coisa maior guardada para mim por causa de tudo que estou passando".
Mesmo com a derrota, o Tricolor continua liderando sua chave na Libertadores (são 12 pontos contra dez do Boca). Na última rodada, quarta-feira que vem, tentará manter a ponta contra o Arsenal de Sarandí, na Argentina.
Antes, porém, precisa vencer o Olaria no domingo, em Volta Redonda, e torcer por tropeço de Vasco ou Bangu para avançar à semifinal da Taça Rio.

Boca fez exatamente o que o Flu fez na Bombonera, analisa Abel



Derrotado por 2 a 1 pelo Fluminense em plena La Bombonera, no primeiro encontro entre os dois nesta Copa Libertadores, o Boca Juniors se vingou nesta quarta-feira: fez 2 a 0 jogando muito melhor e garantiu sua vaga nas oitavas de final (os brasileiros já estavam confirmados). Para o técnico Abel Braga, houve inversão de papéis.
"Exatamente o que o Fluminense foi lá, eles foram aqui", resumiu o comandante tricolor, que passou praticamente toda a entrevista coletiva lembrando que seu time ostentava 100% de aproveitamento antes de escorregas nesta noite.
"O Fluminense tentou tudo. Se não jogou, foi porque o adversário não deixou. Começamos o jogo muito mal e, quando equilibramos, principalmente com as subidas do Carlinhos pela esquerda, sofremos um gol de falha. Perdemos a primeira bola, perdemos a segunda e eles aproveitaram para marcar o primeiro gol. Depois, marcaram o segundo", analisou Abel.
Com o resultado, o Fluminense deixa de ter a melhor campanha da primeira fase, que agora pertence ao argentino Vélez Sarsfield. "Vamos fazer de tudo para garantir esse primeiro lugar", completou o treinador.
Na última rodada desta etapa, os cariocas duelam com o Arsenal, em Sarandí (Argentina). Antes, enfrentam o Olaria, domingo, pela Taça Rio, em Volta Redonda. Além de uma vitória, será necessário torcer para que Vasco ou Bangu tropecem para se classificar à semifinais.
Fred, que deixou o campo com dores no músculo adutor da coxa direita, será reavaliado nesta quinta e pode ser desfalque no fim de semana.

Boca Juniors se vinga do Fluminense, vence no Rio e garante vaga



Derrotado por 2 a 1 pelo Fluminense em plena La Bombonera, no primeiro jogo, o Boca Juniors se vingou nesta quarta-feira. Além de perder por 2 a 0 no Engenhão com atuação pífia, os cariocas - que já estão classificados - ainda viram Fred deixar o campo lesionado e Rafael Moura perder um pênalti.
Os argentinos, que foram bem superiores mesmo sem o lesionado Riquelme, confirmaram a classificação para as oitavas de final. A briga na última rodada do Grupo 4 será pela liderança: os tricolores, que perderam os 100% de aproveitamento, têm 12 pontos, dois a mais que os xeneizes.


Na última rodada, o Fluminense vai até a Argentina para encarar o Arsenal. Já o Boca Juniors receberá o Zamora em Buenos Aires. Os dois jogos serão na próxima quarta-feira.
Bem postado em campo desde o início do jogo, o Boca Juniors aproveitou um dos poucos momentos de perigo do primeiro tempo para abrir o placar. Após chutão, Cvitanich levou a melhor sobre a zaga do Fluminense e finalizou na saída de Diego Cavalieri. Já no segundo tempo, os visitantes chegaram ao segundo gol em contra-ataque que Sanchez Miño colocou para a rede. Os cariocas ainda desperdiçaram um pênalti, com Rafael Moura.
O jogo -O Boca Juniors começou a partida buscando pressionar o Fluminense e aproveitou os erros de passe dos brasileiros para terem o domínio. No entanto, os argentinos não levavam perigo ao gol de Diego Cavalieri. Já os donos da casa assustaram na primeira tentativa, aos nove minutos. Deco lançou Fred dentro da área. O atacante aproveitou falha da zaga adversária, mas finalizou em cima do goleiro Orion.
Depois do lance, o Fluminense equilibrou o confronto e passou a avançar com mais facilidade. Mesmo assim, os tricolores viam o Boca Juniors chegar próximo a área, principalmente em jogadas de bola parada. As duas equipes tentavam, mas erravam muito no passe final. Com isso, o duelo ficou sem jogadas de perigo para ambos os lados.
Se a armação não surtia efeito, a abertura de placar veio após um chutão para o ataque do Boca Juniors, aos 33 minutos. Schiavi tirou o perigo e mandou a bola para frente, Leandro Euzébio errou e cabeceou para trás. Cvitanich estava bem posicionado, ganhou de Diguinho e finalizou sem chance para Diego Cavalieri.
Após o revés, o Fluminense passou a buscar o ataque commais intensidade, mas tinha muita dificuldade em chegar próximo do gol. Os tricolores por pouco não empataram aos 42 minutos. Carlinhos tentou cruzar, mas acabou colocando a bola no travessão de Orion, que só ficou olhando. No último lance antes do intervalo, os donos da casa criaram boa chance. Wellington Nem cruzou e Fred cabeceou para boa defesa e Orion. Assim, os argentinos foram com a vantagem para o vestiário.
No segundo tempo, o Boca Juniors aproveitou o fato do Fluminense tentar uma pressão para avançar em contra-ataques. Os argentinos chegaram com perigo aos quatro minutos, quando Cvitanich recebeu cruzamento, mas cabeceou fraco, nas mãos de Diego Cavalieri. No entanto, os tricolores logo passaram a ter o domínio do confronto e encurralaram os visitantes. Sò que os donos da casa seguiam tendo dificuldade em transpor a defesa adversária.
O Fluminense só conseguiu finalizar com perigo aos 21 minutos. Deco lançou Thiago Neves dentro da área, mas o meia chutou mal e fraco, mas mãos de Orion. Sete minutos depois, foi a vez de Deco cobrar falta, Santiago Silva desviou errado, mas a boa foi em cima do golerio argentino.
No entanto, quem marcou foi o Boca Juniors, aos 29 minutos. Em contra-ataque rápido, Mouche cruzou, Jean tentou cortar, mas acabou ajeitando para Sanchez Miño finalizar para a rede do Fluminense e ampliar o placar no Engenhão.
O novo revés calou o Engnehão, mas o Fluminense seguiu em busca do gol. Aos 33 minutos, Wellington Nem recebeu lançamento na área, passou pelo marcador e chutou, mas em cima de Orion. Os tricolores puderam diminuir o marcador aos 41, quando Wellington Nem sofreu pênalti de Schiavi. No entanto, Rafael Moura desperdiçou a cobrança ao ver Orion acertar o canto e impedir o gol.
Depois do pênalti perdido, o Fluminense não teve força para tentar uma reação. O Boca Juniors apenas ficou em seu campo e esperou o apito final para devolver a derrota sofrida em La Bombonera.

Corinthians bloqueia euforia, mas promete tentar melhor campanha



Os 11 pontos alcançados com a vitória por 3 a 1 sobre o Nacional, na quarta-feira, elevaram o Corinthians à posição de quarta melhor campanha da primeira fase da Copa Libertadores. Mas isso ainda pode ficar melhor: já classificado antecipadamente, o time tem a chance de avançar às oitavas de final como o melhor dos 32 clubes participantes.
"Quando se tem consciência da sua força, você respeita o que vem de fora, mas não se deixa entrar no clima de euforia do torcedor, porque o bicho pega dentro de campo", disse o técnico Tite, não sem admitir que promete lugar pelo posto na rodada derradeira, quando terá pela frente o Deportivo Táchira (Venezuela) – o jogo será na próxima quarta-feira, no Pacaembu. 
AFP
Segundo treinador corintiano, euforia que vem de fora pode atrapalhar equipe em caminhada no torneio
"Toda vantagem tem que ser buscada. A partir do momento em que nós garantimos a classificação, a busca passa a ser a melhor classificação possível. Se vai levar vantagem, é outra história. Mas vamos brigar por essa vantagem, sim", completou o comandante corintiano.
Apenas Fluminense e o argentino Vélez Sarsfield, líderes dos grupos 4 e 7 respectivamente, somam 12 pontos, ao passo que o Atlético Nacional, ponteiro do Grupo 8, tem os mesmos 11 pontos do Corinthians, com vantagem atualmente no saldo de gols.
A vantagem que se conquista ao ter a melhor campanha da primeira fase é fazer a partida de volta do mata-mata sempre como mandante. O que, como advertiu Tite, nem sempre se traduz de fato em vantagem. Na edição 2010 da competição, o Corinthians foi o melhor primeiro colocado, porém caiu para o Flamengo logo nas oitavas de final, no Pacaembu.
Mesmo só tendo definição de seu adversário na semana que vem, a comissão técnica da equipe já começará a estudar rivais em potencial. "Vou tentar observar os outros jogos. Tenho acompanhado às vezes, mas só os melhores lances, porque com jogos de quarta e domingo fica difícil. Por isso quero agradecer ao pessoal da tecnologia", concluiu Tite.

Apesar de contente, Tite volta a apontar 1º tempo abaixo do ideal



Tal qual fez depois da vitória de domingo sobre o Paulista, em jogo do Campeonato Estadual, o treinador do Corinthians avaliou como abaixo do comum a atuação de sua equipe na etapa inicial do triunfo desta quarta-feira, em cima do Nacional (Paraguai), pela Copa Libertadores. O time, segundo Tite, não se apresentou bem no começo do duelo em Ciudad del Este.
"Começamos errando muito passe. A gente não teve domínio, teve um controle", analisou o comandante, para quem a melhora teve início após a abertura do placar, aos 28 minutos, com Jorge Henrique. "Terminamos melhor o primeiro tempo. Mas no intervalo eu cobrei. Tinha que triangular mais, movimentar mais antes das escolhas, do momento certo de tentar a infiltração".
AFP
Treinador corintiano cobrou de sua equipe no intervalo: ele queria menos erros de passe dos atletas
Na segunda etapa, outros dois atacantes corintianos balançaram a rede paraguaia: Emerson, aos seis, e Elton, aos 25 minutos. Entre um gol e outro, o Nacional descontou com Peralta, porém em nenhum momento teve força suficiente de reação – para chegar à última rodada com chance de classificação para as oitavas de final, a equipe local precisava no mínimo de um empate.
"Fomos bem melhor no segundo tempo do que no primeiro. Fiquei muito mais contente com o desempenho depois do intervalo", ressaltou Tite, que ainda anseia por melhoras. "Tu não amadurece com teoria, é com experiência, pele queimando. Pode pegar um monte de livro aí... A gente dá a teoria, mas você vai crescendo no dia a dia".
O último compromisso da fase de grupos será daqui a uma semana. Na quarta-feira que vem, o Corinthians, agora líder da chave com 11 pontos ganhos, recebe o Deportivo Táchira (Venezuela). No mesmo dia do jogo no Pacaembu, o segundo colocado e também já classificado Cruz Azul (México), dono de oito pontos, recebe o Nacional.

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