sexta-feira, 13 de abril de 2012

Recolhendo os cacos de uma guerra‏


                               
         
 
 
 

texto descritivoForam dias sombrios na vida de muitos árbitros, ex-árbitros e dirigentes do apito candango. Hora um acerto, outrora uma discussão e no fim das contas uma categoria completamente sem rumo, perdida dentro de várias consciências contestadas que trabalharam especificamente em benefício próprio. No Sindicato, um árbitro em final de carreira que simplesmente lavou as mãos e coniventemente participou dessa vexatória crise. Na Ceaf-DF, um ex-árbitro, maluco ou não, que mesmo sem precisar, se colocou à disposição para passar por um sofrimento totalmente desnecessário, talvez nunca antes vivido em toda a sua existência.

A arbitragem distrital merece respeito e quanto a isso todos são unânimes. O estado que durante anos com maestria salvou vários jogos perdidos do campeonato brasileiro, não poderia ficar manchado por um movimento macabro e extremamente mal feito quanto o que passou. Talvez por isso, o Distrito Federal tenha expurgado como um câncer em fase terminal, o que estava errado e assim como uma criança recém nascida, começa nos dias atuais a respirar sozinha, com as próprias pernas, sem nenhuma interferência negativa que o faça novamente cair em descontentamento com si próprio.

Se antes as coisas não estavam boas, hoje tudo mudou e mudou pra melhor. Alexandre Andrade continuou à frente da Comissão de Árbitros com o apoio inteligente do interventor Miguel Júnior, que ao seu lado, se deu o trabalho de gastar do próprio bolso com passagens aéreas, para viajar em busca de recursos em prol de seus árbitros. E o esforço não foi em vão, já que os investimentos começam a surtir efeitos. No primeiro turno do campeonato candango, nenhuma polêmica. E com a proximidade do fim desta competição, só elogios e aplausos aos guerreiros que desde o início continuaram firmes e fortes em busca de apenas um objetivo: a excelência do apito brasiliense.

Instrutores de peso e respeitados em todo país, como o mundialista Jorge Paulo Gomes fazem parte da atual comissão local. Pessoas que viveram verdadeiramente a arbitragem em suas veias e foram alguém dentro e fora de campo, diferente de um passado recente onde a situação era completamente maquiada. Hoje Brasília respira novos ares, trabalha em benefício da coletividade e mostra democraticamente que os melhores sempre ficarão em evidência. 

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