segunda-feira, 16 de abril de 2012

Santos coroa festa do centenário com goleada sobre o Catanduvense‏


Corinthians vence a Ponte e garante a liderança na última rodada

Campinas (SP)
O Corinthians passou quase toda a reta final da primeira fase do Campeonato Paulista atrás do São Paulo na tabela de classificação. Na última rodada, no entanto, a equipe repleta de jogadores reservas escalada por Tite vestiu o uniforme grená corintiano, venceu a Ponte Preta por 2 a 1 (com gols de Chicão e Weldinho; Renato Cajá descontou) no Estádio Moisés Lucarelli e garantiu a liderança do torneio.
Com o resultado conquistado neste domingo, o Corinthians encerrou a sua campanha na etapa classificatória com 46 pontos. O São Paulo, que perdeu por 2 a 1 para o Linense, ficou com 43. A adversária corintiana nas quartas de final será justamente a Ponte Preta, oitava colocada, com 28 pontos. O confronto está marcado para o próximo fim de semana (no sábado ou no domingo), provavelmente no Pacaembu.
jogo – O único jogador considerado titular do Corinthians em campo neste domingo foi também o principal articulador de jogadas da equipe nos primeiros minutos de partida contra a Ponte Preta. Com lançamentos precisos, quase sempre para algum atacante avançar pela ponta direita, o zagueiro Chicão passou a se destacar e a preocupar o técnico Gilson Kleina.
O Corinthians contava ainda com a disposição de seus atletas habitualmente reservas para criar oportunidades de gol. Vitor Júnior e Douglas movimentavam-se bastante, na tentativa de agradar a Tite, e não se contentavam apenas em municiar o ataque. A dupla de meias também se encarregava de finalizar contra a meta defendida pelo goleiro Bruno.
Contando com o apoio de sua torcida, bastante animada no Moisés Lucarelli, a Ponte Preta conseguiu neutralizar as investidas de Chicão, Vitor Júnior, Douglas e Gilsinho (o centroavante Elton era o mais apagado do setor ofensivo) e fazer a bola chegar ao outro lado do campo. Quase sempre, contudo, seus atacantes se precipitavam nas conclusões e facilitavam o trabalho da defesa corintiana.
No final do primeiro tempo, o jogo ficou mais aberto. A Ponte Preta começou a cometer faltas mais duras e a dar chances de bola parada para Douglas e Chicão. O meia ainda levou perigo ao acionar Ramon, aos 38 minutos, mas o chute cruzado do lateral foi para fora. Assim como uma cabeçada de Enrico, pouco depois, na melhor investida dos donos da casa até então.
O Corinthians diminuiu o ímpeto ponte-pretano logo no princípio da etapa complementar. Após cruzamento de Vitor Júnior, Gilsinho caiu na área em disputa de bola com Renan, e o árbitro Demetrius Pinto Candançan (escalado de última hora para o jogo, por causa de uma indisposição do colega Vinícius Araújo) assinalou pênalti. A um minuto, Chicão cobrou com categoria e conferiu, coroando sua boa atuação.
Arte GE.Net
Revoltada com o pênalti que deixou o Corinthians em vantagem, a torcida da Ponte Preta se manifestou: “Vergonha! Vergonha! Vergonha!”. O protesto acabou rapidamente calado por mais um gol dos visitantes. Aos cinco, Vitor Júnior chutou de dentro da área, e Bruno deu rebote. Weldinho apareceu como um verdadeiro centroavante para tirar proveito do lance e colocar a bola na rede.
Gilson Kleina resolveu entrar em ação, colocando Enrico na vaga de Xaves. Como o Corinthians se acomodou e diminuiu o ritmo, a alteração do treinador surtiu efeito. A Ponte Preta incomodou o goleiro Danilo Fernandes com uma série de oportunidades de Rodrigo Pimpão e Roger. O goleiro se saiu melhor em todas, o que fez Lucas e Maranhão substituírem Gerson e Rodrigo Pimpão.
Para reanimar o Corinthians, Tite também mexeu. Mandou a campo o jovem Giovanni no lugar de Gilsinho (o chinês Zizao permaneceu na reserva), fazendo a sua equipe resgatar a disposição do primeiro tempo. Aos 43 minutos, entretanto, o estreante Willian Arão cometeu falta em Maranhão dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. Renato Cajá bateu para descontar para a Ponte Preta.

Santos coroa festa do centenário com goleada sobre o Catanduvense


Santos (SP)

O fim de semana que marcou a comemoração do centenário do Santos terminou da melhor forma possível para otorcedor alvinegro. Liderado por Neymar e Paulo Henrique Ganso, o Peixe passeou neste domingo e conquistou uma grande goleada por 5 a 0, sobre o já rebaixado Catanduvense, na Vila Belmiro.
O primeiro gol dos alvinegros foi uma verdadeira pintura de Paulo Henrique Ganso. O armador viu o goleiro adiantado e mandou por cobertura, sem chances defesa para Filippi. Já o segundo foi anotado por Borges, que aproveitou a boa jogada de Neymar na direita para balançar as redes adversárias.
No segundo tempo, o Peixe tratou de colocar o seu favoritismo à prova no marcador e anotou mais três. Neymar, Ganso e Borges foram os responsáveis por colocar números finais ao placar da Vila Belmiro.
Arte GE.Net
Com a vitória sobre a Bruxa, o Santos assegurou o terceiro lugar no Campeonato Paulista, com 39 pontos. Dessa forma, o time comandado pelo técnico Muricy Ramalho enfrentará o Mogi Mirim nas quartas de final do Estadual. O Catanduvense, por sua vez, termina sua melancólica campanha na última colocação, com apenas 13 pontos somados na competição.
O jogo -Soberano durante os 90 minutos da partida, o Santos não deu espaço para que o Catanduvense criasse jogadas de ataque e dominou a partida de forma tranquila. A equipe chegou à meta adversária já no primeiro lande do jogo, quando Borges tocou de calcanhar para que Arouca finalizasse da entrada da área. O tiro saiu forte e exigiu boa defesa do goleiro Filippi.
Sem sofrer qualquer ameaça, o Peixe passou a insistir nas investidas pelas laterais do campo e encontrou certa resistência dos marcadores adversários. Em uma dessas tentativas, o lateral direito Fucile levou a pior e caiu no gramado sentindo dores. Posteriormente, o atleta precisou ser substituído por Adriano e virou dúvida para a sequência do campeonato.
A lesão do lateral foi o único ponto baixo do duelo. O time seguia pressionando o Catanduvense e teve grande chance aos 19 minutos da partida. Neymar recebeu bom passe de Borges, invadiu a área e concluiu para o gol. O chute, no entanto, não saiu como o atleta esperava e terminou nas mãos do arqueiro adversário.
Quatro minutos após a finalização do craque santista, a equipe alvinegra chegou ao primeiro gol com uma obra de arte do meia Paulo Henrique ganso. Após boa troca de passes na entrada da área, o armador recebeu de seu companheiro e percebeu Filippi adiantado. O atleta não hesitou e mandou por cobertura, fazendo com que a bola caísse caprichosamente no fundo das redes. O golaço do meia trouxe ainda mais tranquilidade para os comandados de Muricy Ramalho e levou o time a tentar jogadas ainda mais ousadas no decorrer da primeira etapa. A postura ofensiva foi determinante para que a equipe chegasse ao segundo gol na partida, com o centroavante Borges.
Ivan Storti/Santos FC
Paulo Henrique Ganso brilhou neste domingo e marcou dois gols na goleada do Peixe
Neymar fez grande jogada individual dentro da área e limpou Cleber do lance. O atleta encontrou espaço e tocou para que Borges, aos 32 minutos, empurrasse para o gol vazio, impedindo qualquer reação do já batido Filippi.
Infernal no confronto, Neymar ainda agraciou o torcedor com outro lance de efeito. O jogador recebeu passe dentro da área, dominou no peito e levantou a bola para si mesmo. Depois de encontrar a altura certa, o jogador aplicou uma bicicleta e exigiu que o goleiro do Catanduvense se posicionasse bem para evitar o terceiro do Alvinegro.
Com a proximidade do intervalo, os dois técnicos procuraram acertar alguns detalhes em suas equipes e tomaram decisões que determinaram a goleada do Peixe no confronto. Mesmo com a entrada de Moreilândia, a Bruxa viu Neymar ganhar mais espaço no ataque e criar lances de perigo nos minutos que se seguiram.
Ivan Storti/Santos FC
Neymar infernizou a zaga da Bruxa e trouxe o caos para a defesa adversária
O atacante aparecia bem nas laterais do campo e trocava passes com facilidade com os demais jogadores santistas. A velocidade do atleta fez com que o Catanduvense abusasse das faltas, dando a oportunidade para o Peixe concluir através da bola parada. Aos 16 minutos, Elano arriscou em cobrança da entrada da área e viu o goleiro Filippi se esticar todo para evitar o gol.
Exigido pelos alvinegros, o arqueiro não conseguiu repetir a boa defesa três minutos mais tarde e viu Neymar deixar o seu na partida. O atacante aproveitou cruzamento rasteiro de Henrique e chutou forte para brindar o torcedor que clamava por um tento seu neste domingo.
Abatido com mais um gol sofrido, o Catanduvense não foi páreo para o meio-campo do Santos e sofreu o quarto após belo passe de Borges para Ganso. Quando o marcador apontava 25 minutos, o jogador se infiltrou na área e tocou com categoria, no canto de Filippi, para sacramentar a goleada alvinegra.
Mesmo com o grande resultado obtido, o Santos não abriu mão do ataque e continuou pressionando a Bruxa. Aos 35 minutos, Borges quase ampliou com um novo golaço. O jogador arriscou por cobertura e acertou o travessão do goleiro adversário. Na sequência, Ganso tentou completar para o gol, mas foi flagrado em impedimento.
Se neste lance Borges não levou sorte, Neymar tratou de presentar o centroavante na jogada seguinte. O atacante se livrou da marcação de Moreilândia e partiu em velocidade. Na cara do goleiro, o jogador não foi fominha e tocou de lado para que o seu companheiro completasse para as redes vazias.
Impossível, Neymar ainda protagonizou dois lances incríveis antes do apito final. Aos 40 minutos, o jogador invadiu a área e buscou o canto do goleiro Filippi. Entretanto, a bola passou rente ao poste e saiu pela linha de fundo.
Na sequência, o atacante brincou na frente de seu marcador e aplicou um lindo drible no adversário. Quando partia em velocidade, o atleta recebeu um carrinho por trás e viu Jeferson receber o cartão vermelho no último lance de efeito do duelo.
Ricardo Saibun/Santos FC
Borges também teve grande atuação neste domingo e balançou as redes adversárias em duas oportunidades
 

Com dois a mais, Palmeiras empata com rebaixado e pega Guarani

 
O Palmeiras passou vexame diante de sua torcida, na tarde deste domingo. Mesmo contra uma equipe que iniciou a rodada com o rebaixamento decretado, o time do técnico Luiz Felipe Scolari ficou no empate por 2 a 2 com o Comercial, no estádio do Pacaembu.
Desta forma, a equipe alviverde encerra a fase classificatória com 36 pontos, no quinto lugar, e encara o Guarani fora de casa nas quartas de final.
O Verdão atuou com dois jogadores a mais durante quase todo o segundo tempo, pois Marcelo Labarthe e Leandro Camilo foram expulsos logo depois do intervalo. Apesar disso, o Palmeiras não conseguiu a vitória diante de pouco mais de 5 mil torcedores.
No primeiro tempo, Diogo Acosta abriu o placar para o time de Ribeirão Preto, depois de uma jogada em que o Verdão pediu pênalti sobre Leandro Amaro. Já aos 42 minutos da etapa final, Fernandão empatou o placar.
Entretanto, apenas três minutos depois, Diogo Acosta aproveitou falha de Leandro Amaro e recolocou os visitantes na frente. Nos acréscimos, Henrique empatou a partida. Pouco depois, o zagueiro ainda teve gol anulado, em impedimento duvidoso.
Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Henrique marcou o gol do empate, além de ter mandado outra vez para as redes, mas em lance anulado
O jogo: A despreocupação do já rebaixado Comercial e a necessidade do Palmeiras de conseguir uma vitória fez a partida começar aberta, com a busca dos dois times pelo ataque. Mesmo classificado com antecedência, o Verdão precisava do triunfo para tentar obter uma vantagem na próxima fase.
Novidade na escalação titular, na vaga do poupado João Vitor, Pedro Carmona aproveitou saída de bola errada do Comercial e chutou da entrada da área, mas o goleiro segurou. Pouco depois, em boa troca de passes do sistema ofensivo alviverde, Barcos deu um chapéu no zagueiro e finalizou, da meia-lua, mas o goleiro segurou.
Ainda no começo da partida, o experiente zagueiro Fabão sentiu lesão muscular e foi substituído por Marcel. E o Palmeiras passou a errar muitos passes, tendo mais dificuldades para chegar com perigo ao ataque. Além disso, as opções com bola parada de Marcos Assunção também não surtiram efeito.
Aos 36, o Comercial abriu o placar após reclamação do Palmeiras. Os jogadores do Verdão pediram pênalti sobre Leandro Amaro em cobrança de escanteio, mas o árbitro José Cláudio Rocha Filho considerou a jogada normal.
Arte GE.Net
Na sequência do lance, o time visitante puxou contragolpe. Pedro Carmona até tentou parar a jogada com falta, mas Leandro levou vantagem e avançou pela direita, de onde cruzou para a área. O atacante Diogo Acosta apareceu livre e só escolheu o canto para estufar as redes.
O gol irritou o Palmeiras, que passou a demonstrar nervosismo até o apito do intervalo. Para o segundo tempo, Felipão colocou o atacante Fernandão no lugar do meia Pedro Carmona. Logo aos dois minutos da etapa, o Comercial perdeu o meio-campista Marcelo Labarthe, que foi expulso.
Para complicar ainda mais os visitantes, Leandro Camilo deu um carrinho em Maikon Leite e também recebeu o cartão vermelho, antes dos dez minutos. O técnico Gil Baiano tentou recompor a defesa com a entrada de Baratella na vaga de Rafinha, mas o Palmeiras exibia nervosismo para tentar empatar.
Felipão, então, colocou o garoto Vinícius na vaga de Maikon Leite. Como sua equipe seguia com problemas, o técnico ainda tirou Artur para a entrada de Tinga. O Verdão partiu para o ataque e seguiu com dificuldades.
Henrique, que se transformou em atacante nos minutos finais, chegou a pedir um pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Pouco depois, Vinícius chutou perto da trave dos visitantes.
Aos 42, Fernandão recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou para as redes. Porém, apenas três minutos depois, Diogo Acosta aproveitou falha de Leandro Amaro para marcar. Em um final emocionante, Henrique mandou de cabeça para as redes nos acréscimos. No último lance, o Palmeiras ainda teve um gol anulado de Henrique, em impedimento duvidoso.

Portuguesa perde para o Mirassol e é rebaixada para a Série A2


 

A Associação Portuguesa de Desportos está rebaixada para a Série A2 do Campeonato Paulista. Pouco mais de cinco meses após empolgar com a campanha memorável na Série B do Brasileirão 2011, o time comandado por Jorginho perdeu por 4 a 2 para o Mirassol, viu seus adversários diretos na fuga da degola vencerem e teve sua queda decretada nesta tarde de domingo, no Estádio José Maria de Campos Maia, no interior de São Paulo.
Apesar de um início de temporada instável, no qual voltaram os protestos da torcida, a Lusa foi para o confronto empolgada pela goleada por 4 a 0 sobre o Juventude, na última quinta-feira, no Canindé, que garantiu a equipe nas oitavas de final da Copa do Brasil. Diante do Mirassol, contudo, o time da capital voltou a jogar mal e acabou derrotado. E a vitória do Botafogo-SP sobre o Guarani, somada ao empate entre Mogi Mirim e XV de Piracicaba decretou o rebaixamento dos rubro-verdes.
Será a segunda vez em 91 anos de história que a Portuguesa disputará a Série A2 do Estadual. Em 2006, sob o comando do ex-zagueiro Edinho Nazareth, o clube terminou o Paulistão na 18ª colocação. A Lusa, entretanto, não teve problemas para subir no ano seguinte, quando inclusive foi campeã da segunda divisão, com uma campanha de destaque: 16 vitórias, oito empates e apenas três derrotas. Vagner Benazzi era o treinador.
Atuando fora de casa, a Portuguesa conseguiu encaixar a marcação e recuou o Mirassol em seu campo de defesa. A maior posse de bola, contudo, não era revertida em chances de gol. Sem conseguir incomodar, a Lusa foi castigada ao ver os anfitriões abrirem o placar.
Aos 35 minutos, Henrique Dias aproveitou rebote do goleiro e bateu no canto. Pouco depois, o atleta ainda aproveitou nova distração do adversário para ampliar: aos 41, ele passou entre a marcação e cabeceou para o fundo da rede.
A etapa final começou com mais festa para os donos da casa. Xuxa tabelou com Preto e arriscou de longe, sem chance para Weverton. Os 3 a 0 no placar, porém, não intimidaram a Lusa, que, finalmente, foi para cima e conseguiu diminuir.
Primeiro com Ananias, de cabeça, aos 14 minutos, após cruzamento pela direita. Depois, Luis Ricardo pegou de primeira e fuzilou a meta de Fernando Leal. A reação, entretanto, parou aí. Em um lance polêmico, aos 39 minutos, o Mirassol chegou ao quarto gol e decretou a vitória. No lançamento, o assistente marcou impedimento, mas o árbitro mandou seguir e Xuxa balançou a rede. Enquanto esperavam o apito final, os jogadores da Lusa souberam do gol de Clebinho, do Botafogo-SP, que rebaixou a equipe para a segunda divisão do Estadual.

Portuguesa perde para o Mirassol e é rebaixada para a Série A2


 

A Associação Portuguesa de Desportos está rebaixada para a Série A2 do Campeonato Paulista. Pouco mais de cinco meses após empolgar com a campanha memorável na Série B do Brasileirão 2011, o time comandado por Jorginho perdeu por 4 a 2 para o Mirassol, viu seus adversários diretos na fuga da degola vencerem e teve sua queda decretada nesta tarde de domingo, no Estádio José Maria de Campos Maia, no interior de São Paulo.
Apesar de um início de temporada instável, no qual voltaram os protestos da torcida, a Lusa foi para o confronto empolgada pela goleada por 4 a 0 sobre o Juventude, na última quinta-feira, no Canindé, que garantiu a equipe nas oitavas de final da Copa do Brasil. Diante do Mirassol, contudo, o time da capital voltou a jogar mal e acabou derrotado. E a vitória do Botafogo-SP sobre o Guarani, somada ao empate entre Mogi Mirim e XV de Piracicaba decretou o rebaixamento dos rubro-verdes.
Será a segunda vez em 91 anos de história que a Portuguesa disputará a Série A2 do Estadual. Em 2006, sob o comando do ex-zagueiro Edinho Nazareth, o clube terminou o Paulistão na 18ª colocação. A Lusa, entretanto, não teve problemas para subir no ano seguinte, quando inclusive foi campeã da segunda divisão, com uma campanha de destaque: 16 vitórias, oito empates e apenas três derrotas. Vagner Benazzi era o treinador.
Atuando fora de casa, a Portuguesa conseguiu encaixar a marcação e recuou o Mirassol em seu campo de defesa. A maior posse de bola, contudo, não era revertida em chances de gol. Sem conseguir incomodar, a Lusa foi castigada ao ver os anfitriões abrirem o placar.
Aos 35 minutos, Henrique Dias aproveitou rebote do goleiro e bateu no canto. Pouco depois, o atleta ainda aproveitou nova distração do adversário para ampliar: aos 41, ele passou entre a marcação e cabeceou para o fundo da rede.
A etapa final começou com mais festa para os donos da casa. Xuxa tabelou com Preto e arriscou de longe, sem chance para Weverton. Os 3 a 0 no placar, porém, não intimidaram a Lusa, que, finalmente, foi para cima e conseguiu diminuir.
Primeiro com Ananias, de cabeça, aos 14 minutos, após cruzamento pela direita. Depois, Luis Ricardo pegou de primeira e fuzilou a meta de Fernando Leal. A reação, entretanto, parou aí. Em um lance polêmico, aos 39 minutos, o Mirassol chegou ao quarto gol e decretou a vitória. No lançamento, o assistente marcou impedimento, mas o árbitro mandou seguir e Xuxa balançou a rede. Enquanto esperavam o apito final, os jogadores da Lusa souberam do gol de Clebinho, do Botafogo-SP, que rebaixou a equipe para a segunda divisão do Estadual.

Com gol no final, Botafogo vence Guarani e escapa da degola


 

Em jogo válido pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista, o Botafogo-SP venceu o Guarani por 2 a 1 dentro de casa. mesmo coma derrorta, o Bugre garantiu a quarta posição, e irá enfrentar o Palmeiras em duelode alviverdes na próxima fase, dentro de casa. Já a equipe de Ribeirão Preto, heroica, terminou a competição fora da zona de rebaixamento, na 15ª colocação, e irá jogar a Série A1 do Paulistão em 2013.
O Botafogo saiu na frente, com Éverton, de cabeça, logo aos 16 minutos do primeiro tempo. Quase no final da primeira etapa, o meia Fumagalli deixou tudo igual, marcando de pênalti. O Botafogo ainda teve o atacante Edson expulso na primeira etapa.
Com a combinação dos outros resultados da rodada, o Tricolor, que havia escapado provisoriamente da zona de rebaixamento, entrou em campo no segundo tempo de volta ao Z4.
Na segunda etapa, o técnico do Fogão, Vágner Benazzi, ainda tentou mudar a cara do jogo, colocando Álvaro no lugar de Felipe. Mesmo assim, a equipe de Ribeirão tinha dificuldades para levar perigo à área do Guarani. Até que, aos 43 minutos, Clebinho marcou o gol histórico, que garantiu a permanência do Fogão na elite, para a alegria dostorcedores presentes ao Estádio Santa Cruz.

Tricolor perde ponta e invencibilidade em Lins e enfrenta Bragantino


 

Diante de um Linense que lutava somente pela classificação para a Série D do Campeonato Brasileiro, o São Paulo viajou com 11 vitórias seguidas, igualando maior sequência positiva da história do clube, e precisando somente de mais três pontos para ser recordista e líder do Campeonato Paulista. Mas acabou ocorrendo o que não acontecia desde 12 de fevereiro: o Tricolor foi derrotado, por 2 a 1.
A invencibilidade que durava 14 partidas foi perdida – a equipe não era vencida desde o 1 a 0 do Corinthians. Aliderança também ficou com o arquirrival do Parque São Jorge. Parado nos 43 pontos, o São Paulo terminou a fase de classificação na segunda colocação e encara o Bragantino nas quartas de final do Estadual.
O Linense não conseguiu a vaga na Série D devido à vitória do Mirassol sobre a Portuguesa, mas terminou suaparticipação no Paulista em alta contando primeiro com a sorte, ao abrir o placar aos nove minutos do primeiro tempo em falta cobrada por Andrade que desviou na barreira. Rhodolfo empatou aos 24, mas Paulo Miranda fez gol contra antes do intervalo, aos 44 minutos, sentenciando a derrota. No segundo tempo inteiro, os comandados de Emerson Leão não tiveram criatividade para balançar as redes.
Arte GE.Net
O jogo – Sem Fernandinho, machucado, Emerson Leão quis manter o esquema ofensivo que caracterizou o São Paulo na sequência invicta, apostando em Osvaldo para compor o trio de ataque com Lucas e Luis Fabiano e escalando Maicon na vaga do suspenso Cícero no meio-campo. Mas qualquer tentativa de chegar ao gol do Linense esbarrava no próprio time.
O Tricolor errava passes demais ao tentar passar do meio-campo e Osvaldo, que poderia ser uma válvula de escape pela esquerda, abusava dos dribles, para profunda irritação do treinador, que se mexia esbravejando contra a insistência do atacante nas jogadas individuais. Para piorar, a equipe ainda teve azar.
Enquanto os visitantes não tinham conseguido finalizar nenhuma vez, o Linense abriu o placar em seu primeiro chute. Aos nove minutos, Andrade cobrou falta que desviou em Luis Fabiano – até então imperceptível no jogo – na barreira e entrou no canto rasteiro direito de Denis.
Diante de tantos erros e a dificuldade para furar o paredão armado pelo Elefante – apelido do clube de Lins – à frente da área, Lucas resolveu arriscar de longe, obrigando o goleiro Douglas a fazer grande defesa aos 23 minutos. A jogada mudou o confronto, e acordou o São Paulo.
Logo na cobrança do escanteio, Jadson colocou a bola na cabeça de Rhodolfo, que apareceu sem marcação na entrada da pequena área para testar nas redes e igualar o marcador, aos 24 minutos. O Tricolor, então, passou a atuar como líder, trabalhando a bola no campo adversário e fazendo o Linense correr atrás dele.
A equipe paulistana tinha o total domínio do duelo, errando menos na proximidade da área, mas continuava sem finalizar. A bola mal chegava a Luis Fabiano, preso na marcação entre os dois zagueiros e muito distante de Lucas e Osvaldo, que não iam além da intermediária.
Raramente assustando Douglas, o time foi punido no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, André Luiz limpou Cortez e Rhodolfo e cruzou rasteiro na pequena área. Pressionado por Lenilson, Paulo Miranda desviou para as redes, fazendo gol contra que deixou o time em desvantagem na saída para o intervalo.
Ed Dourado/Vipcomm
São Paulo levou dois gols no primeiro tempo e não conseguiu furar o esquema defensivo do Linense
Cansado dos dribles de Jadson, Leão resolveu apostar em dois centroavantes, trocando o ex-jogador do Ceará por Willian José. Mas de nada adiantava diante dos obstáculos impostos pelo Linense na entrada de sua área. Willian José era só mais um além de Luis Fabiano isolado na grande área.
A equipe de Lins, comandada por Pintado, atuou durante todo o segundo tempo bem mais recuada, muitas vezes com somente um atleta à frente de sua intermediária defensiva. Leão, então, arriscou, sacando Piris, bastante vaiado por seus erros nos cruzamentos, para improvisar Denilson na lateral direita e apostar na movimentação do jovem Rafinha.
O cenário, contudo, não mudou de maneira positiva. O goleiro Douglas seguia praticamente sem trabalhar, e o time da casa ainda ganhou espaço para atacar com Chimba ou André Luiz pelas pontas. O treinador do São Paulo reforçou a marcação com Rodrigo Caio na vaga do ineficiente Jadson, mas também pressionando pelas laterais.
Mas não adiantava insistir. O Linense congestionava tanto pelas laterais quanto pelo meio, e ainda contava com a falta de inspiração dos principais nomes do Tricolor paulista – Lucas estava tão mal que não conseguiu desviar a bola diante de um gol vazio. O Elefante foi o primeiro a derrubar o São Paulo desde fevereiro.

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