Golaço de bicicleta de Alecsandro dá vitória ao Vasco sobre a Portuguesa

No jogo seguinte à eliminação cruz-maltina da Libertadores, atacante protagoniza pintura no Canindé
Até este sábado, a última lembrança da torcida do Vasco era a clara chance de gol perdida por Diego Souza, na partida que acabou por eliminar a equipe na derrota por 1 a 0 para o Corinthians na Libertadores. Mas após o fim do jogo no Canindé, o que ficou marcado foi o golaço de bicicleta marcado por Alecsandro, num lance de extrema dificuldade, que determinou a vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Com a vitória, o Vasco chegou aos seis pontos em duas partidas e é o líder provisório. Já a Portuguesa fica com um ponto, depois de empatar na estreia. Os próximos compromissos das duas equipes são pela terceira rodada. A Lusa vai ao Couto Pereira enfrentar o Coritiba em 6 de junho. No mesmo dia, o Vasco recebe o Náutico em São Januário. Recém-contratado, o goleiro Dida esteve no Canindé assistindo à partida, poucas horas depois de fazer mais um treinamento.
A Portuguesa começou tomando a iniciativa no ataque, enquanto o Vasco buscava se ajustar. Com a marcação cruz-maltina fora de encaixe, a equipe da casa teve alguma liberdade, mas não conseguia criar chances claras de gol. Ricardo Jesus chegou a assustar, perdendo uma boa oportunidade. Mas, fora as investida de Raí pela esquerda, a Lusa não se mostrava perigosa.
Aos poucos, o Vasco reequilibrou o jogo, usando como recurso o toque de bola até que os espaços surgissem. Logo, a equipe passou a lançar mão do lado direito, sua principal arma, como forma de levar perigo à Portuguesa. E foi exatamente por ali que o time de Cristóvão Borges construiu a jogada que garantiria sua vitória, aos 21 minutos. Após tabela com Eder Luis, Fagner avançou pelo lado esquerdo. Mesmo derrubado por Raí, o lateral insistiu e cruzou para área. Alecsandro emendou de bicicleta, num chute cruzado que entrou do lado direito do goleiro Gledson. Um golaço: 1 a 0.
A desvantagem obrigou a Portuguesa a se lançar ao ataque, deixando alguns espaços que, entretanto, o Vasco não soube aproveitar. O time paulista tentava chegar com consistência, mas esbarrava na falta de um meio-campo criativo, que pudesse articular as jogadas. O camisa 10 Léo Silva, volante de origem, e Boquita, não conseguiam fazer a função. Apesar dos três zagueiros, a Lusa não tinha os alas como força ofensiva.
Enquanto isso, o Vasco esperava o adversário para encaixar os contra-ataques. Apesar do esforço de Fagner e Eder Luis, sempre pela direita, o restante da equipe, principalmente os homens de meio-campo, continuavam a errar passes. Alecsandro teve uma boa chance de ampliar a vantagem, mas o primeiro tempo terminou logo depois que a Portuguesa teve sua melhor chance. Fernando Prass fez boa defesa em chute cruzado de Boquita, aos 44 minutos.
Nada de gol no segundo tempo
No segundo tempo, o técnico Geninho fez duas modificações que mudaram a cara da Portuguesa. As entradas de Michael e Ricardinho deram mais velocidade à equipe, que tomou as ações ofensivas e fez o Vasco se complicar. Mesmo aplicado e eficiente na marcação, o time cruz-maltino errava muitos passes e não conseguia contra-atacar com eficiência. Enquanto isso, a torcida vascaína - que tomava grande parte do Canindé - pedia a entrada de Carlos Alberto.
Aos 24 minutos o meia entrou no lugar de Diego Souza, que saiu vaiado, possivelmente pelo gol perdido na derrota para o Corinthians, na última quarta. Apesar da mudança, a partida seguiu com a Portuguesa dominando, pressionando o Vasco e criando muitas chances de ataque. No entanto, a equipe da casa não mostrava competência nas finalizações. Enquanto isso, o time visitante se defendia e insistia nas bolas cruzadas na área, mas sem sucesso. Fim de jogo, e vitória cruz-maltina.
Fla rasura o dever de casa, mas Inter reage e arranca empate

Após ficar duas vezes em desvantagem de dois gols, Colorado chega ao placar de 3 a 3 no Engenhão. Ronaldinho Gaúcho é substituído e vaiado
Os flamenguistas dirão que o time vacilou mais uma vez, cedendo o empate em uma partida que parecia ganha. Os colorados darão valor a uma equipe que, muito desfalcada, nunca se entregou e conseguiu uma grande reação no Engenhão, chegando ao placar de 3 a 3 após estar perdendo por 3 a 1, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.Dependendo do ponto de vista, muda também o personagem do jogo. No caso do Inter, sobressaiu a figura de Dátolo, que comandou o time na segunda etapa e marcou o terceiro gol - os outros dois foram de Gilberto e Fabrício. Para o Flamengo, que teve a estreia de Ibson, as atenções e tensões estiveram em Ronaldinho Gaúcho. Foi hostilizado antes do jogo (ouvindo "ô Ronaldinho, preste atenção, muito respeito com a camisa do Mengão"), comemorou seu gol de pênalti reverenciando a torcida, perdeu a bola do lance de empate e foi vaiado ao ser substituído por Deivid. Airton e Vagner Love também marcaram para os donos da casa.
O Flamengo, que empatou com o Sport na estreia, acumula dois pontos no nacional. O Inter, que vinha de uma vitória sobre o Coritiba, soma quatro. Os dois times só voltam a jogar no dia 6 de junho, uma quarta-feira. O carioca enfrentará a Ponte Preta, em Campinas, e o gaúcho receberá o São Paulo.
A renda foi de R$ 391.15,00, para um público de 14.238 pagantes (19.274 presentes).
O Inter começou com uma marcação adiantada, o que dificultou muito as saídas de bola do Fla. A zaga rubro-negra abusava da ligação direta com o ataque, e o meio de campo pouco conseguia jogar. No entanto, num bom avanço de Léo Moura pela direita, a bola foi alçada na área, Nei se precipitou e jogou a bola para escanteio no lado oposto. Na segunda cobrança fechada feita por Ronaldinho Gaúcho, Muriel chegou a salvar o gol, mas a bola sobrou para Aírton completar de pé esquerdo e abrir o marcador, aos oito minutos.
A equipe colorada manteve a postura ofensiva e quase empatou em cabeçada de Gilberto, no minuto seguinte. Porém, o Flamengo também passou a marcar a saída de bola da defesa adversária e, depois de uma falha incrível de Índio, o zagueiro fez pênalti infantil em Ibson, que sairia da área com a bola. Ronaldinho Gaúcho bateu bem, aos 16, e aumentou: 2 a 0.
A partir daí, o contra-ataque passou a ser melhor opção para o Fla. O Inter - que teve os desfalques de Oscar e Leandro Damião, na Seleção; João Paulo, D’Alessandro, Sandro Silva e Kleber, lesionados; e Bolívar, suspenso - lutava para tentar diminuir, mas quase sempre seus atacantes eram barrados com faltas longe da área. Mas nem sempre Welinton e González achavam as pernas rivais, e numa escapada pela direita, aos 27, Josimar conseguiu penetrar na área e bateu cruzado. Paulo Victor fez boa defesa a escanteio.
Os problemas defensivos rubro-negros continuavam, e após nova saída de bola com um chutão errado, a bola bateu na canela de Luiz Antonio. Gilberto se aproveitou e tocou na esquerda para Fabrício, que chutou cruzado. O mesmo Gilberto desviou e diminuiu o placar, aos 33.
O Rubro-Negro, então, partiu para o ataque novamente e teve uma excelente oportunidade dois minutos depois, com Ibson. Ele entrou livre, mas falhou ao tentar driblar Muriel, que fez grande defesa e ficou com a bola. Em seguida, o ataque do Fla fez ótima jogada, mas, quando Ibson chutou dentro da área para marcar o terceiro, a bola desviou no cotovelo direito de Nei e foi a escanteio. O árbitro André Luiz de Freitas Castro marcou apenas escanteio.
Fla faz o terceiro, mas cede o empate após erro de Ronaldinho
O Inter voltou para a etapa final com Maurides no lugar de Josimar e tomando as iniciativas de ataque. Logo aos dois minutos teve ótima chance. Após um bate-rebate dentro da área rubro-negra, a bola sobrou para Gilberto, que tentou bater colocado, mas apenas atrasou para Paulo Victor. O castigo veio rápido, no primeiro ataque do Flamengo no segundo tempo, Vagner Love recebeu livre na área de Léo Moura, driblou Moledo e bateu de canhota, no canto direito de Muriel para fazer o terceiro, aos três minutos.

Após uma bola perdida por Ronaldinho no meio do campo, o Inter chegou ao empate, em chute de Dátolo de fora da área, colocando a bola no canto esquerdo do goleiro rubro-negro. A torcida do Flamengo passou a protestar fortemente, e o time avançou, deixando espaços perigosos na sua complicada defesa. Depois de tirar Aírton para pôr Amaral, Joel Santana substituiu Ronaldinho Gaúcho pela primeira vez desde que voltou a trabalhar no clube da Gávea. O camisa 10 saiu muito vaiado para a entrada de Deivid. Renato Abreu também entrou em campo, no lugar de Luiz Antonio.
O jogo ficou inteiramente aberto, mas as chances claras de gol rarearam. O Flamengo, no entanto, é que teve a melhor oportunidade, aos 44, em cabeçada de Welinton que Muriel defendeu bem para escanteio. O time da casa ainda tentou pressionar, mas a defesa colorada aguentou firme e segurou o empate.
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