A Europa conhecerá neste sábado, em Munique, o novo campeão do continente

Tiago Leme/ESPN.com.br
Allianz Arena, palco da decisão, já está pronta para o jogo
O equilíbrio dita o duelo entre os alemães e os ingleses. São semelhantes as histórias de superação dos dois times. A corrida do Bayern até a final esteve a ponto de fracassar depois que o time perdeu o jogo de ida das oitavas de final para o Basel, na Suíça, por 1 a 0. Os bávaros precisavam vencer por dois gols de diferença na segunda partida para se classificarem. Fizeram mais do que isso: anotaram 7 a 0 no adversário.
Nas semis, contra o todo poderoso Real Madrid, muitos acreditavam que os comandados de Jupp Heynckes não sobreviveriam, ainda mais depois de saírem atrás no placar na ida, em Munique.
A final da Champions tem cobertura total do ESPN.com.br, canais ESPN e Rádio Estadão ESPN durante a semana. No sábado, a supercobertura na ESPN começa às 13h, com o pontapé inicial para Bayern x Chelsea a partir das 15h45.
Apenas uma semana depois de ter jogado no lixo as chances do título alemão para o Borussia Dortmund com uma derrota para o rival, a equipe poderia se abalar com a desvantagem. Não foi isso o que aconteceu. O Bayern ganhou o jogo na Alemanha, segurou o Real na Espanha perdendo apenas por um gol de diferença e classificou-se nos pênaltis.
De lá para cá, ainda perdeu outra disputa local com o Borussia Dortmund, na final da Copa da Alemanha, o que, segundo o meia Schweinsteiger, torna o título da Champions ainda mais interessante.
"Seria decepcionante se não ganhássemos nada nesta temporada. Mas tem muitos times que gostariam de trocar de posição conosco agora. Fizemos grandes jogos na Champions League, especialmente em casa e isso nos dá confiança."
Vencer o troféu de campeão dentro da própria casa é outro fator que motiva os alemães. Apenas dois times na história da competição conseguiram o feito e há muito tempo atrás: Real Madrid-1957 e Internazionale-1965. "Podemos não ter a chance de jogar a final de novo no nosso próprio estádio", lembrou o técnico Jupp Heynckes.
Em busca do primeiro título
Os anfitriões rejeitam o favoritismo, mas os visitantes parecem gostar do papel que lhes é dado. "Ser azarão não é ruim se você tem confiança em você mesmo", analisa o meia Lampard.
E confiança é algo que o Chelsea aprendeu a reconquistar ao longo da temporada. A aposta no prodigioso treinador português André Villas Boas patinou em 2011 e o time ia mal no Campeonato Inglês. A paciência do milionário dono dos ‘Blues’, Roman Abramovich, se esgotou após a derrota por 3 a 1 para o Napoli na ida das oitavas de final da Champions, em março deste ano, na Itália. Villas Boas perdeu o emprego.
A extensa lista de técnicos demitidos nos últimos anos sugeria que era a ‘Velha Guarda’ do Chelsea, formada por longevos jogadores como Terry, Lampard e Drogba, o problema do clube. Mas o elenco mostrou que ainda podia dar frutos. Com o ex-jogador Roberto Di Matteo no comando, a equipe deu a volta por cima contra o Napoli goleado os italianos por 4 a 1, na Inglaterra e seguiu avançando.

Reuters
Taça da final da Champions ficou exposta em Munique durante a semana
Uma vitória no sábado pode dar aos ‘Blues’ o inédito título com o qual tanto sonham, garantir um lugar na próxima Champions, o que não foi possível com o péssimo sexto lugar no Inglês e transformar o ano do Chelsea.
"Vamos tentar ganhar amanhã e mostrar a todos que ainda somos um grande time. Foi uma temporada difícil, mas se vencermos amanhã todo mundo vai dizer que foi uma temporada fantástica", analisou o atacante Didier Drogba, um dos dez remanescente do vice-europeu de 2008, perdido nos pênaltis para o Manchester United.
Experiência
A palavra pênalti deve causar calafrios nos ingleses. Enquanto eles perderam as duas decisões nas penalidades que fizeram na Champions, o Bayern venceu todas as quatro que enfrentou, incluindo a disputa das semifinais deste ano, contra o Real e o jogo do último título da competição vencido pelo time, em 2001, contra o Valencia.
Assim como os ingleses, a equipe alemã também tem na memória uma derrota recente na decisão da Champions, em 2010, para a Internazionale e manteve boa parte daquele elenco - nove atletas continuaram. Disputar esta taça não é novidade para os bávaros, que já fizeram oito finais do torneio e conquistaram quatro. O quinto troféu igualaria o Bayern ao Liverpool e só deixaria o time atrás de Milan, heptacampeão e Real Madrid, nove vezes campeão.
Se o número de títulos é desproporcional o equilíbrio entre Bayern e Chelsea volta a aparecer nos confrontos diretos na competição: cada um venceu um jogo, nas quartas de final de 2005, com os ingleses se classificando.
Desfalques
Tanto Bayern como Chelsea terão que se virar para recompor um grande número de desfalques para a partida de sábado. Do lado dos mandantes, o zagueiro Badstuber, o lateral direito Alaba e o volante brasileiro Luiz Gustavo estão suspensos, e o também defensor Van Buyten se recuperou recentemente de lesão no dedo do pé e não tem ritmo de jogo.
A tendência é que o volante Tymoshchuk seja improvisado ao lado de Boateng na zaga, o brasileiro Rafinha entre na lateral, e Pranjic ocupe o espaço no meio campo.
O Chelsea não tem o zagueiro John Terry, o lateral direito Ivanovic e os volantes Ramires, do Brasil e Raul Meireles, todos suspensos. Os zagueiros David Luiz, outro brasileiro e Gary Cahill eram dúvida por lesão, mas ambos têm treinado nesta semana e devem ser escalados. Bosingwa deve ser o lateral direito titular, e Essien e Fernando Torres devem começar jogando.
FICHA TÉCNICA:BAYERN DE MUNIQUE X CHELSEA
Local: Allianz Arena, em Munique (Alemanha)
Data: 19 de maio, sábado
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Assistentes: Bertino Miranda e Ricardo Santos (ambos POR)
BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Rafinha (Contento), Boateng, Tymoshchuk e Lahm; Pranjic, Schweinsteiger e Kroos; Ribéry, Robben e Gomez
Técnico: Jupp Heynckes
CHELSEA: Cech; Bosingwa, David Luiz, Cahill e Cole; Mikel, Essien, Lampard e Mata; Drogba e Torres
Técnico: Roberto Di Matteo
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