Apoiado por Julio Cesar, Cássio vai bem e já projeta jogo de volta
Julio Cesar perdeu a titularidade após falhar duas vezes na derrota do Corinthians para a Ponte Preta, no jogo que eliminou o time alvinegro do Campeonato Paulista, mas manteve o bom relacionamento com Cássio, que cumpriu bem a missão de substitui-lo no jogo de ida contra o Emelec, em Guaiaquil, pelas oitavas de final da Libertadores.
O camisa 24 esbanjou segurança nas inúmeras bolas alçadas pelos equatorianos e fez duas grandes defesas: a primeira em cabeçada de Achilier, aos três minutos do segundo tempo, e a outra em chute rasteiro de Mena, aos 38. Àquela altura, o Alvinegro já se desdobrava para jogar com um homem a menos - Jorge Henrique foi expulso aos sete minutos da etapa final.
"Não só eu fui fundamental, mas todos os jogadores. A gente conseguiu administrar. Tomamos pressão em alguns momentos, mas, até pelo que aconteceu, foi um bom resultado", acrescentou o arqueiro de 1,95m e 24 anos, que fez apenas sua segunda partida pelo clube. "O pessoal do Corinthians sabia do meu trabalho, por isso me colocou. Saio feliz por ter feito bom trabalho e pelo apoio que recebo de todos".
O jogo de volta será no Pacaembu, quarta-feira que vem. Um novo empate por 0 a 0 levará a decisão para os pênaltis, enquanto uma igualdade com gols beneficiará o Emelec. Quem se classificar vai enfrentar Vasco ou Lanús nas quartas de final – em casa, os cariocas abriram 2 a 1 de vantagem.
Para Cássio, a diferença pode ser feita por quem ficará do lado de fora. "Nossa torcida com certeza vai lotar o Pacaembu e fazer pressão para a gente sair com a vitória".
Afastado, Wendel reduz salário e cria coragem para falar com Felipão
O Palmeiras passa por uma reformulação, com a dispensa de alguns atletas e a contratação de outros. Mesmo assim, três jogadores continuam em situação complicada no clube. Formados nas categorias de base do Verdão, o volante Wendel, o meia William e o atacante Daniel Lovinho treinam separados do restante do elenco.
“Vou criar coragem para conversar com ele”, vislumbra o atleta, que não faz críticas ao treinador. A reportagem daGazeta Esportiva.Net conversou com os três jogadores, que tentam retomar suas respectivas carreiras.
Wendel teria contrato apenas até o fim deste ano, mas renegociou o acordo e renovou até dezembro de 2013, reduzindo seu salário pela metade. Confira abaixo a entrevista com o volante. Já na sexta-feira, a reportagem será sobre Daniel Lovinho e William.
Gazeta Esportiva.Net: Como está sua rotina de trabalho separado do elenco?
Wendel: Estou treinando separado desde janeiro, por opção do treinador, pois o Felipão falou que não me utilizaria. Mas tenho contrato com o Palmeiras até o ano que vem e minha principal vontade é permanecer aqui, nunca quis sair. São 150 jogos pelo clube, vim da base e tenho moral com a torcida. O Palmeiras tentou me emprestar, mas eu disse que não iria para qualquer time. Só vou para time com o mesmo nível do Palmeiras. Mas minha maior vontade é seguir aqui e estou aguardando, tenho esperança de que o professor Luiz Felipe me dê uma oportunidade.
Djalma Vassão/Gazeta Press
GE.Net: Você está chateado com o Felipão?
Wendel está treinando separado e tem esperança de ser reintegrado ao elenco
Wendel: Não gosto de falar que estou chateado, para não criar um clima de rivalidade, porque isso só iria dificultar minha integração. A palavra certa é oportunidade, porque conheço o clube, tenho experiência aqui. Ele é um treinador de nível, com um grande currículo, e tenho vontade de trabalhar com ele. Sei que posso agradá-lo, tenho a forma que ele gosta, sou um profissional com garra.GE.Net: O Palmeiras acabou de liberar os meio-campistas Chico e Tinga. Acha que pode ter uma chance neste espaço?
Wendel: Como saíram os meninos, estou nessa esperança de poder ser reintegrado. Conversei com seu Frizzo (vice de futebol), Galeano e César Sampaio sobre isso.
GE.Net: E não falou com o Felipão?
Wendel: Diretamente não, porque tem o pessoal que passa para ele. Nunca tive uma conversa com ele, mas já tive vontade de falar pessoalmente. Vou criar coragem para conversar com ele.
GE.Net: Você é um jogador versátil, podendo atuar no meio e na lateral. Acha que isso pode contribuir?
Wendel: Vou me colocar à disposição, sem pressão para jogar. Sou volante de origem, mas posso jogar também na lateral. Sempre vinham laterais contratados e eu acabava jogando. Tenho experiência em Brasileiros também. E tive boa passagem pelo Santos, já atuei em jogos decisivos, clássicos... Acho que posso ajudar bastante. Todo mundo gosta de mim, nunca tive problema aqui.
GE.Net: É muito complicado trabalhar afastado dos demais?
Wendel: É uma coisa que não desejo para ninguém, achei que nunca fosse passar por isso. Espero que não aconteça com outros.
GE.Net: Vocês treinam com o preparador físico Marco Aurélio Schiavo. Trabalham também com bola?
Wendel: Quando tem poucos atletas, é mais trabalho físico mesmo. Mas é muito bom o trabalho dele. No ano passado, treinei um pouco separado e depois fui para o Atlético-PR. Cheguei lá com o mesmo nível dos outros, foi só uma questão de pegar ritmo de jogo. Ele é muito profissional.
GE.Net: Você tinha um contrato até o fim deste ano, mas renovou até dezembro de 2013 para ganhar metade do valor. Por que tomou esta decisão?
Wendel: Isso é uma coisa muito importante, para mostrar meu amor pelo clube. Eu tinha um salário um pouco mais alto, mesmo estando separado. E o Palmeiras precisava reduzir gastos. Reduzimos pela metade o salário, para eu permanecer no clube. Ficou melhor para eles, porque reduziram a folha. É como se eu trabalhasse um ano de graça, só para permanecer no clube.
Neymar vê Santos favorito na final, mas prega respeito ao Guarani
Finalista do Paulistão deste ano e podendo chegar ao seu terceiro título estadual consecutivo, o Santos está se preparando para os duelos com o Guarani, nos próximos dois domingos, no Morumbi. Otimista, Neymar admitiu que o Peixe é o favorito para conquistar o Campeonato Paulista, mas acredita que a sua equipe terá de provar dentro de campo que merece ficar com a taça.
Mais experiente em relação às finais dos anos anteriores, Neymar espera ajudar mais uma vez o seu time a fazer história. “Em 2009, na minha primeira final, nós perdemos do Corinthians. O Ronaldo desequilibrou. Em 2010 e 2011, mais maduro, eu venci. Hoje, me sinto mentalmente e fisicamente preparado para qualquer decisão. E essa nossa equipe, que vem desde 2010 junta, com Arouca, Dracena, Ganso e outros, espera poder vencer e fazer história novamente”, destacou.
A Joia também deu sua opinião sobre como espera a marcação do Bugre nos dois confrontos decisivos do Paulistão. Neymar acredita nas palavras do técnico Vadão, do Guarani, de que os campineiros vão procurar marcá-lo, mas com lealdade, sem faltas violentas.
“Sei que não vai ter violência. Essa não é uma característica do Guarani. Nossa profissão é jogar futebol e não dar ‘pancadas’. Por isso, penso que vai ser uma final maravilhosa. O nosso favoritismo fica para vocês, jornalistas, e para os torcedores. No campo, é totalmente diferente e tenho certeza que os dois times vão em busca da vitória, sem medo de atacar”, encerrou.
Pressionado, Tricolor encara vaga contra Ponte como obrigação
Sob um clima de turbulência, o São Paulo terá pouco mais de uma semana de preparação para o jogo de volta contra a Ponte Preta, no Morumbi. A pressão sobre o grupo aumenta após a eliminação contra o Santos, na semifinal da Copa do Brasil, e a derrota diante da própria Macaca no encontro de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
“A Copa do Brasil é o nosso grande objetivo, então temos obrigação e dever de ganhar, precisamos ter vergonha na cara. Tudo isso nos faz pensar que será diferente na partida do dia 10”, considera o atacante Luis Fabiano, grande esperança de gols para o Tricolor.
A desconfiança da torcida alcança um patamar preocupante em uma agremiação que não comemora um título desde o final de 2008. Na derrota desta quarta-feira no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, integrantes de facções organizadas já utilizaram gritos com a frase “p...que p..., tem que ganhar a Copa do Brasil”.
Fernando Dantas/Gazeta Press
A derrota no Moisés Lucarelli ainda encerrou um tabu: a Ponte Preta não vencia o São Paulo em casa desde 19 de outubro de 2005. Agora, a Macaca tem a chance de superar o Tricolor pela primeira vez em um confronto de mata-mata e apagar os três fracassos anteriores, as eliminações nas edições de 1980 e 1981 do Campeonato Paulista, além das quartas de final do Brasileiro de 1999.
Luis Fabiano espera que o São Paulo tenha postura firme no jogo de volta contra a Ponte Preta
No jogo de volta no Morumbi, o São Paulo precisa de dois gols de vantagem para assegurar a vaga nos 90 minutos e enfrentar o vencedor do encontro entre Goiás e Atlético-MG na próxima etapa da Copa do Brasil. Se ganhar por 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro placar, mesmo por margem mínima (2 a 1, 3 a 2, etc), beneficia a Ponte Preta.
“Essa derrota de 1 a 0 não nos tira do páreo”, pondera o técnico Emerson Leão, apostando em um discurso otimista. “No dia 10, nós temos uma partida em casa e contamos com a nossa reação. Esperamos que seja muito diferente”, emenda o ex-goleiro.

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