segunda-feira, 11 de junho de 2012

Com reservas, Corinthians perde para Grêmio e fica na lanterna‏



 O Corinthians amargou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro e viu o Grêmio embalar na competição. Escalado com um time quase inteiro de reservas (apenas Fábio Santos de titular), o time do técnico Tite perdeu por 2 a 0, no estádio Olímpico, e caiu para a lanterna do Nacional.



Marco Antônio e André Lima marcaram os gols do time da casa, aproveitando falhas defensivas dos visitantes. O Timão possui apenas um ponto na competição, mesmo número do rival Palmeiras, que leva vantagem nos critérios de desempate.
Enquanto os reservas foram derrotados neste domingo, os titulares do Corinthians têm importante confronto na noite de quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro, pela semifinal da Copa Libertadores da América.
Já o Grêmio chegou aos nove pontos do Brasileirão e vai embalado à semifinal da Copa do Brasil, na quarta, diante do Palmeiras, no estádio Olímpico. O jogo deste domingo ainda serviu para Vanderlei Luxemburgo dar mais ritmo a Kleber, que entrou no segundo tempo.
jogoA partida começou com pouca emoção no estádio Olímpico. Enquanto o Corinthians exibia dificuldade com a falta de entrosamento, o Grêmio não conseguia encaixar jogadas de perigo. André Lima até tentou arrematar de fora da área, mas errou o alvo na primeira tentativa dos gaúchos.
Arte GE.Net
O Timão só esboçou alguma ameaça aos 17 minutos, quando Douglas fez fila na defesa gremista e rolou para Fábio Santos, que foi desarmado na hora exata do chute. Porém, o Tricolor soube aproveitar as bobeiras da zaga alvinegra para mexer no placar.
Aos 21, a defesa corintiana afastou em disputa dentro da área, mas a bola sobrou para Marco Antônio emendar um chute forte e baixo. O meia contou ainda com falha de Danilo Fernandes para estufar as redes. Depois do gol, o Corinthians tentou se lançar ao ataque e Willian bateu da meia-direita, sendo defendido por Victor.
Porém, em mais um vacilo da defesa corintiana, o Grêmio ampliou a vantagem, aos 28. Miralles cruzou e a zaga afastou. Mas o argentino teve nova chance para alçar na área, na segunda trave, onde apareceu Souza livre para cruzar na pequena área. André Lima se antecipou à marcação para desviar para o gol.
Pouco depois, o time local quase marcou o terceiro. Miralles recebeu lançamento pela direita, invadiu a área e chutou forte, exigindo defesa de Danilo Fernandes. Antes do apito para o intervalo, Douglas tentou levar o Corinthians ao ataque e assustou o goleiro Victor ao cruzar direto para o gol. Já no último lance do primeiro tempo, Willian girou na área e chutou, em nova intervenção do camisa 1 gremista.

Paulo Miranda se vinga do Santos e decide jogo esvaziado no Morumbi



    

Em 29 de abril, Paulo Miranda teve duas falhas fatais contra o Santos e foi até afastado pela diretoria do São Paulo pela eliminação no Campeonato Paulista. Neste domingo, Neymar não jogou, mas o zagueiro aproveitou para aparecer positivamente: fez o gol da vitória por 1 a 0 em um clássico fraco tecnicamente.
Aos sete minutos do primeiro tempo, o defensor aproveitou jogada ensaiada para fazer de cabeça o único gol da partida. Os titulares do Tricolor, porém, não foram além disso diante dos reservas do Peixe. Os erros de passes marcaram no Morumbi o primeiro confronto envolvendo os quatro grandes paulistas no Campeonato Brasileiro.
Qualidade à parte, o São Paulo chegou a seis pontos, mantendo-se com 100% de aproveitamento como anfitrião nesta liga nacional e próximo da faixa da tabela que dá vaga na Libertadores. O Peixe, por sua vez, segue semvencer nesta edição da competição, terminando a quarta rodada com três pontos, mais perto da zona de rebaixamento.
A maior expectativa das duas torcidas, porém, está no meio de semana. Na quarta-feira, o Peixe terá seus titulares na Vila Belmiro para iniciar as semifinais da Libertadores contra o Corinthians. No dia seguinte, no Morumbi, o Tricolor, reforçado por Luis Fabiano, que cumpriu suspensão no San-São, e Casemiro, que estava na Seleção Brasileira, faz a primeira semifinal da Copa do Brasil diante do Coritiba, no Morumbi.
Arte GE.Net
O jogo – Emerson Leão é completamente contrário ao costume de poupar atletas para priorizar outra competição e não pensou duas vezes ao ouvir de Lucas a garantia de condições de jogar horas depois de desembarcar com a Seleção Brasileira. Ciente de que o Santos viria com reservas, armou seu time para atacar.
No 4-3-3, o São Paulo ainda tinha as constantes subidas dos laterais, com Douglas e Lucas indo à frente pela direita e Fernandinho e Cortez pelo outro lado, com tudo organizado por Jadson e Cícero e a movimentação de Willian José entre a intermediária e a área. O Peixe só tinha o veterano Léo como válvula de escape para a bola chegar a Alan Kardec, os únicos realmente interessado em atacar no time de Muricy Ramalho.
Nem a má atuação de Cortez e Fernandinho, que tornavam os erros de passes certos pela esquerda, atrapalhavam o São Paulo. Do outro lado, Douglas segurava Léo e recebeu falta aos seis minutos. Na cobrança, Jadson errou, mas Lucas recuperou a bola e a deu para o meia ter nova tentativa. Nesta vez, o passe pelo alto foi preciso para Rhodolfo, na segunda trave, ajeita para Paulo Miranda só testar para o gol vazio.
Um gol aos sete minutos da única equipe que escalou o melhor que podia parecia um prenúncio de goleada. Mas os jogadores do Tricolor levaram tão a sério seus discursos de respeito aos reservas do time litorâneo que jogava de azul que recuou antes dos dez minutos de San-São.
A nova postura dos anfitriões era o que Léo queria. Embora se preocupasse com Douglas, tinha campo para motivar seus colegas. O problema é que só Alan Kardec parecia acordado. Mesmo assim, o centroavante que barrou Borges entre os titulares deu trabalho, chegando a entortar Paulo Miranda antes de tirar tinta da trave aos 33 minutos da etapa inicial.
Os donos da casa, por sua vez, tinham em Douglas a principal alternativa, já que Lucas parecia sentir o cansaço. Dos pés do lateral, saíram dois cruzamentos em que Willian José esteve bem próximo de balançar as redes. Mesmo quando trocava passes tranquilamente no campo de ataque, o time falhava ao tentar entrar na área de Aranha.
Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulo Miranda marcou depois de jogada ensaiada envolvendo cruzamento de Jadson e ajeitada de Rhodolfo
A vitória parcial até gerou aplausos no fim do primeiro tempo dos pouco mais de 6 mil torcedores que foram ao Morumbi, mas Leão resolveu mexer para fazer sua equipe andar. Foi obrigado a trocar Cortez, com problemas estomacais, por Piris, deslocando Douglas para a esquerda, e buscou mais criatividade no meio-campo sacando o inútil Fernandinho para a entrada de Maicon.
A entrada de Maicon deixou Cícero mais solto e ajudou Jadson, que logo aos seis minutos deixou Lucas em condições de usar sua velocidade e, de frente para Aranha, chutar para fora. Mas foi um raro lance no qual a mudança tática teve real efeito na etapa final, até porque Douglas, pela esquerda, não atacava do mesmo jeito.
Para acordar, o Santos passou a atuar no 3-5-2, recuando Ewerthon Páscoa, liberando Léo e centralizando Gérson Magrão. Desta forma, passou a evitar tantas trocas de passes em seu campo. O problema é que errava demais na frente e ainda deixava Durval exposto, sozinho na marcação a Lucas.
Djalma Vassão/Gazeta Press
Nas poucas oportunidades que teve, o Santos parou em Denis no jogo que levou 6.327 pagantes ao Morumbi
Entretanto, por mais que os técnicos tentassem, as variações não eram tão eficientes quanto a bola parada que os dois treinadores tanto gostam. No segundo tempo, a maior chance do Peixe veio em cobrança de escanteio de Gérson Magrão que Ewerthon Páscoa completou de cabeça balançando as redes pelo lado de fora.
Fora isso, raras jogadas individuais, como uma de Dimba que parou nas mãos de Denis, faziam os torcedores terem alguma reação em relação à partida. Os erros de passe marcaram um San-São que Muricy Ramalho já lamentava durante a semana por estar esvaziado. No fim, bom para o São Paulo, que somou três pontos e confiança para a Copa do Brasil.
No intervalo, o técnico Vanderlei Luxemburgo colocou Kleber na vaga de Miralles, com o intuito de dar ritmo ao Gladiador. No início da etapa, Werley avançou como um atacante e recebeu passe na cara do gol, mas Danilo Fernandes fez grande defesa. Do outro lado, Willian apareceu com liberdade na área pela direita e chutou, obrigando Victor a salvar o Grêmio.
Para evitar um desgaste antes da semifinal da Copa do Brasil, o Grêmio esfriou o jogo e passou a administrar a posse de bola, avançando apenas nas chances mais claras. Foi assim que Kleber chegou nas costas da zaga e caiu em disputa com Antônio Carlos, pedindo pênalti, mas o árbitro considerou a jogada normal.
Em seguida, Luxemburgo tirou Marco Antônio para a entrada de Rondinelly. O Grêmio assumiu uma postura clara de cautela, mas ainda foi ameaçado em cobrança de escanteio de Douglas que carimbou a trave. Apesar de quase ter feito o gol olímpico, o Timão não exibiu força suficiente para reagir e esteve perto de levar o terceiro, quando Danilo Fernandes espalmou para o meio da área e deixou a bola limpa para Kleber, mas o Gladiador errou o alvo e desperdiçou chance incrível.

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