Bristol (EUA) – Os anos passam e os jogadores brasileiros não parecem capazes de assimilar certos princípios fundamentais do futebol, entre os quais o de que não devemos fazer passes paralelos em frente de nosso próprio gol. Há exatamente 30 anos Toninho Cerezo abriu assim, com um passe paralelo que foi interceptado por Paolo Rossi, o caminho de nossa eliminação na Copa do Mundo de 1982, diante da Itália.
Agora, contra o México, com 30 segundos de jogo, Rafael Silva faz exatamente a mesma coisa e o mesmo resultado acontece. É claro que o técnico mexicano sabia, como qualquer pessoa que assistiu às partidas anteriores do Brasil sabia, que nossos jogadores de defesa preferem arriscar o passe perigoso, em vez de fazer o mais simples, talvez por se considerarem melhores do que são.
Nada temos do que reclamar. Ultimamente o México tem quase sempre ganho do Brasil. Estamos no caderno deles. Os mexicanos, como muitos outros países, já perderam, com razão, o respeito pelo futebol brasleiro. Talvez esteja na hora de uma coisa simples entrar na cabeça de nossos jogadores: eles não são os melhores do mundo. Como eles, e até melhores do que eles, há diversos, na América Latina, África, Europa e adjacências.
Tudo o mais que aconteceu na final olímpica foi a sequência natural do erro primário de Rafael Silva. Mas não é só ele. Quando vamos aprender a fazer o simples?
Quando Hulk entrou ainda no primeiro tempo e tentou de longe um chute – bom chute, por sinal – era sinal de que já estávamos começando a nos desesperar e esquema tático mesmo para abrir a defesa adversária não havia. No segundo tempo fomos para a frente com o mesmo espírito, mas era evidente que nos expunhamos ao contraataque e as oportunidades começaram a surgir para o México. Uma bola em nosso travessão, um córner em que o goleiro Gabriel saiu e passou lotado e, finalmente, a cobrança de falta pelo lado esquerdo de nossa área em que nossa defesa ficou simplesmente olhando e deixou o atacante mexicano cabecear totalmente desmarcado.
Reclamar de que e de quem? Só podemos reclamar de nós mesmos. Há muito tempo muita gente vem dizendo que o técnico Mano Menezes não conseguiu armar nossa defesa e não conseguiu mesmo. Mano Menezes teve muito tempo para trabalhar e não apresentou resultado.
Está na hora de mudar.
Agora, contra o México, com 30 segundos de jogo, Rafael Silva faz exatamente a mesma coisa e o mesmo resultado acontece. É claro que o técnico mexicano sabia, como qualquer pessoa que assistiu às partidas anteriores do Brasil sabia, que nossos jogadores de defesa preferem arriscar o passe perigoso, em vez de fazer o mais simples, talvez por se considerarem melhores do que são.
Nada temos do que reclamar. Ultimamente o México tem quase sempre ganho do Brasil. Estamos no caderno deles. Os mexicanos, como muitos outros países, já perderam, com razão, o respeito pelo futebol brasleiro. Talvez esteja na hora de uma coisa simples entrar na cabeça de nossos jogadores: eles não são os melhores do mundo. Como eles, e até melhores do que eles, há diversos, na América Latina, África, Europa e adjacências.
Tudo o mais que aconteceu na final olímpica foi a sequência natural do erro primário de Rafael Silva. Mas não é só ele. Quando vamos aprender a fazer o simples?
Quando Hulk entrou ainda no primeiro tempo e tentou de longe um chute – bom chute, por sinal – era sinal de que já estávamos começando a nos desesperar e esquema tático mesmo para abrir a defesa adversária não havia. No segundo tempo fomos para a frente com o mesmo espírito, mas era evidente que nos expunhamos ao contraataque e as oportunidades começaram a surgir para o México. Uma bola em nosso travessão, um córner em que o goleiro Gabriel saiu e passou lotado e, finalmente, a cobrança de falta pelo lado esquerdo de nossa área em que nossa defesa ficou simplesmente olhando e deixou o atacante mexicano cabecear totalmente desmarcado.
Reclamar de que e de quem? Só podemos reclamar de nós mesmos. Há muito tempo muita gente vem dizendo que o técnico Mano Menezes não conseguiu armar nossa defesa e não conseguiu mesmo. Mano Menezes teve muito tempo para trabalhar e não apresentou resultado.
Está na hora de mudar.

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