Aldo Rebelo vê Brasil abaixo de sua projeção, mas evita criticar COB
Se para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o desempenho nos Jogos de Londres ficou acima das expectativas, ele foi aquém da projeção do Ministério do Esporte. Ainda assim, Aldo Rebelo, titular da pasta, evitou criticar a entidade nesta segunda-feira, um dia depois da cerimônia de encerramento.
Com três ouros, cinco pratas e nove bronzes, o Brasil conquistou um total de 17 medalhas, recorde do País na história da competição. Terminou na 22ª colocação da classificação geral e no 14º posto por total de pódios, cenário suficiente para satisfazer a entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman.
“Do ponto de vista do COB, foi acima da expectativa e atingiu o grau de excelência. Já o prognóstico do Ministério era de 20 medalhas e também chegamos perto. Ficamos na média. Nossa ideia decorria da tese de que o desempenho teria interferência da ampliação dos recursos de Pequim para Londres”, disse Rebelo.
Em 2008, o Brasil ganhou três ouros, quatro pratas e oito bronzes. No quadriênio 2009-2012, já com os devidos descontos, o COB diz ter recebido R$ 331,3 milhões pela Lei Agnelo/Piva para destinar ao esporte de alto rendimento. O investimento público total durante o ciclo, no entanto, gira em torno de R$ 2 bilhões.
Gazeta Press
Principal financiador do esporte olímpico brasileiro, o titular do Ministério do Esporte contemporizou, apesar da evolução discreta em relação ao evento chinês. “A análise passa por cotejar o desempenho com os investimentos e tudo isso vai ser feito. Mas não queremos começar pelo julgamento”, disse Aldo Rebelo.Na avaliação do COB, o atletismo, sem pódios pela primeira vez desde Barcelona-1992, e a natação, que medalhou apenas com Thiago Pereira (prata) Cesar Cielo (ouro), foram as principais decepções do País nos Jogos de Londres. Já Aldo Rebelo falou em falta de sorte.
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo esperava 20 medalhas em Londres, meta superior a estabelecida pelo COB
“Antes de tudo, o esporte é um jogo e tem o fator sorte. No handebol feminino e no basquete masculino, por exemplo, os cruzamentos não nos favoreceram. Em esportes como o boxe e o judô, também poderíamos ter conquistado uma medalha a mais”, afirmou o ministro.
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