VANDALOS TORCEDORES DO FORTALEZA DESTROEM CADEIRAS DO PV

Diretor de futebol do Fortaleza, Jorge Mota, isentou o clube de qualquer responsabilidade sobre os prejuízos causados no último jogo do PV
O diretor de futebol do Fortaleza, Jorge Mota, isentou o clube de qualquer responsabilidade sobre os prejuízos causados ao Estádio Presidente Vargas, na último jogo entre Fortaleza e Oeste-SP, em que o tricolor foi eliminado da Série C.
- O Fortaleza não cometeu nenhum crime. Não temos nada a ver com isso - afirmou.
Na ocasião, alguns torcedores revoltados com o fracasso do time arrancaram e arremessaram várias cadeiras no gramado. Segundo laudo da Perícia, 619 cadeiras foram quebradas, no PV.
Segundo Jorge Mota, o clube não foi responsável pela depredação do estádio, e sim pessoas 'travestidas de torcedores' que, ainda de acordo com o dirigente, já foram presas e pagarão pelos atos.
No entanto, a declaração do diretor diverge da aspa da prefeita Luizianne Lins que, nesta terça-feira (13), anunciou, em coletiva, que os clubes serão responsabilizados financeiramente, idenpendente de que clube seja. A prefeita afirmou que o mapeamento do estrago já está sendo feito e a conta será enviada diretamente ao clube responsável, no caso, o Fortaleza.
- Nós vamos cobrar porque o povo não pode pagar essa conta - replicou a prefeita.

O discurso de Luizianne é amparado pelo do secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel), Nildo Sobral. Para o secretário, o estádio foi entregue em 'boas condições para o jogo e, por isso, quem vai pagar o prejuízo é o time'.
Além do prejuízo com as cadeiras, dois corrimãos foram danificados, uma parede e uma porta de um banheiro foram arrancadas, um portão, um hidrômetro e 14 lixeiras foram danificadas.
Não foi a primeira vez
Em setembro deste ano, no jogo entre Fortaleza e Paysandu, também no PV, 93 cadeiras foram quebradas pelos torcedores, uma câmera de segurança foi arrancada e um vidro foi quebrado ao ser atingido por uma bomba lançada da arquibancada.
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